O BRASIL começou bem as disputas da Copa das Confederações, pelo menos em termos de resultado. A vitória de 3 x 0 contra o Japão serviu para animar o grupo e dar mais confiança aos jogadores e à torcida.
Sabemos que falta muito para o time chegar onde pode, com o número de craques que tem. Só que a bola já está rolando e os adversários são fortes e equipes já entrosadas, na ponta dos cascos como se diz.
Será que o selecionado brasileiro está preparado para encarar a Itália e se avançar mais, uma Espanha? Tenho dúvidas.
GOSTEI muito da Itália. Uma equipe equilibrada, que atualmente não se dedica com empenho só na marcação. Também ataca e com vigor. Tem em Balotelli um artilheiro perigoso e difícil de marcar.
No meio campo o fantástico Pirlo, apesar dos mais de 30 anos, flutua com suavidade e competência. É o meio campo que o Brasil precisa. Grande domínio da bola dá ritmo ao jogo, desafoga as jogadas mais apertadas e enxerga o andamento da partida como ninguém. A vitória contra o México foi mais do que merecida.
A ESPANHA é uma equipe muito interessante, uma anatomia digna de estudos e análises as mais diversas. É um fenômeno do futebol de hoje. Se nos deslumbramos com a Hungria dos anos 50, com a Holanda dos anos 70, hoje nos encantamos com o futebol espanhol.
Pratica um futebol extremamente embasado na posse de bola. Seus jogadores desejam a bola obstinadamente e não toleram vê-la em pés adversários, num misto de ciúme e paixão.
Antes de se falar no famoso “Tac-Tac”, os passes curtos e intermináveis, é preciso ficar atento às roubadas de bola. Ao perder a bola os jogadores espanhóis lançam-se sobre os adversários ferozmente. Para retomá-la agridem se preciso for, batem mesmo. Desde os atacantes. A briga pela posse da bola já começa lá na frente, no ataque espanhol. Pouca gente observa esse detalhe e só vê beleza e eficiência na troca de passes do meio campo para frente.
Coroando a plasticidade e monotonia dessa forma de jogar, surge a figura de Iniesta, que mesmo sem Messi, encanta a todos com seu talento e precisão. De mais de 100 passes só errou uns cinco durante o jogo.
Mas o time espanhol tem um defeito grave. Toma conta da bola e do jogo com quase 80 por cento de posse durante o jogo, provoca disrritmia no adversário, no entanto faz poucos gols.
Contra o Uruguai a vitória de 2 x 1 poderia perfeitamente ter sido uns 5 x 1 ou até mais. O time sulamericano achou um golzinho solitário no fim do jogo e poderia num contra-ataque ter empatado a partida, o que seria um resultado mentiroso, mas válido.

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