Depois de Momo…

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O carnaval e seus quatro ou cinco dias de folia em todo o país parece funcionar como um anestésico para todos os problemas pessoais e nacionais. Interessante notar como conseguimos por alguns momentos deixar de lado nossas crises e dificuldades para uma entrega total à curtição do período Momesco.

Verdade que encontraríamos um milhão de razões para justificar o nosso “desligar a chave” nesse período, mesmo sabendo que os problemas estarão de volta logo ali, na quarta-feira de cinzas. No sambódromo, nos blocos de rua ou nos clubes que ainda persistem em seus bailes, o carnaval deixa em suspenso, como a poeira dos confetes e das serpentinas, as atitudes que deveriam ser tomadas na semana anterior e as decisões já tomadas mas para as quais faltou aquele ímpeto ou a coragem necessária. Mas os desfiles e cortejos passam e o fim da festa chega.

E embora já não vivamos mais aquela máxima de que o ano no Brasil só começa depois do carnaval, a verdade é que antes dele não se faz muita coisa. Fazendo uma alusão às terminologias da festa, ainda estamos na “ concentração de 2017 “ os destaques do ano ainda não subiram nos carros que irão atravessar a “Avenida” em seus trezentos e tantos dias e encerrando o desfile dos meses na “Apoteose” de Dezembro onde já nos preparamos para começar tudo de novo. Sambemos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Internet

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