Desmandos na economia: desemprego agrava

A equivocada política econômica do governo da agora ex-presidente Dilma Rousseff gerou o que de pior poderia acontecer para a população carente: aumento do desemprego. E não foi por falta de alerta, mas a insistência em esconder o rombo das contas públicas, tentando levar o País ao crescimento econômico apostando no endividamento das famílias, nos trouxe ao pior momento da economia nos últimos anos.

São mais de 12 milhões de brasileiros em busca de uma recolocação e talvez um número idêntico a este que não aparece nas estatísticas de desempregados.

Além do problema do emprego formal, os cerca de 22 milhões de brasileiros que optaram por trabalhar por conta própria começam a desistir da função por não conseguirem sobreviver a este momento agudo da economia brasileira.

Como consequência deste mercado de trabalho achatado vem a queda na renda média do brasileiro, ou seja, está um curso a precarização do emprego e elevação do subemprego.

A recessão de dois anos seguidos infelizmente ainda não permitirá, no curto prazo, que estes números se alterem e a previsão é que tenhamos até uma elevação na taxa de desemprego. Isso se explica pela dinâmica da pesquisa efetuada pelo IBGE. Para ser considerado desempregado a pessoa pesquisada pelo Instituto deve declarar que fez algum esforço em busca de emprego. Ocorre que dezembro não é, historicamente, um mês bom para buscar vagas no mercado de trabalho. Assim a pessoa responda que não fez nenhum esforço em busca de emprego naquele período e sai da estatística dos desempregados. Já no início do ano o quadro se altera à medida que muita gente retoma a busca por uma colocação no mercado de trabalho.

Diante deste quadro, o que esperar? Primeiramente é preciso esperar que o novo modelo da condução econômica seja totalmente implementado. O forte ajuste fiscal com o limitador de gastos do governo Federal, já em vigência, ataca a causa primária do desequilíbrio na economia, que combinada com a queda da inflação, permitirá a retomada gradativa do consumo das famílias.
Se o consumo voltar, os investimentos poderão também ser retomados, que aliados a um desejável crescimento nas exportações brasileiras, permitirão a reversão de quadro.

Será agora? Tudo indica que não, mas provavelmente será neste ano, mais para o segundo semestre.

Se de um lado o quadro em relação ao mercado de trabalho desamina, de outro lado a expectativa para este ano é diferente a medida que há um modelo diferente em curso. Para falar o português claro, ou menor tirar o economês, não há espaço para quedas infinitas na economia, e em determinado momento este ciclo vicioso será revertido, pela própria inércia.
Mesmo com este viés é preciso induzir a volta do crescimento. Não é preciso esperar o ciclo se completar. No tocante ao desemprego é como se fosse uma montanha russa ao contrário, ou seja, sobe muito rápido e a queda é lenta. Intervir neste mecanismo pode ajudar a mudar esta situação.

As estatísticas sem análise e ações firmes são somente traços. É preciso agir visando favorecer este trabalhador que nada mais quer do que resgatar sua dignidade.

Que os números sirvam também de análise àqueles que ficaram mais preocupados em se manter no poder do que praticar a justiça social.

O alento é que algo diferente do que se praticava no passado foi feito. Agora é esperar os resultados.

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