É hora de sair da defensiva

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Tudo na vida tem seus ciclos. Na vida pessoal há determinados momentos em que nos sentimos plenos, mas é natural que em outros momentos nem tanto. Isso também ocorre na vida profissional.

Quem atua no setor privado observou o quanto a recessão econômica prejudicou os negócios. Muitos funcionários perderam seus empregos e muitos empresários passaram e passam apertos financeiros. Este momento da economia brasileira praticamente força a nos reinventarmos diariamente.

Afinal de contas em que fase do ciclo econômico estamos? Se considerarmos os recentes indicadores econômicos o pior está ficando para trás. A inflação projetada, mesmo com o impacto do aumento no preço dos combustíveis, deve ficar abaixo da meta de 4,5% ao ano. Os juros básicos caíram para um dígito (9,25%) com espaço para novas reduções. A balança comercial brasileira vem operando com superávit, reforçando, inclusive, as reservas cambiais.

A mais recente taxa de desemprego caiu em relação ao período anterior, enfim, tudo está apontando para o fim da recessão.

É evidente que nem tudo são flores. A questão fiscal sem dúvida alguma é a variável mais preocupante e o governo terá que ser muito competente para equacionar esta questão sem gerar descrédito dos agentes econômicos. É consenso entre os agentes econômicos que isso passa por não elevar a já elevada carga tributária, sendo que, caso seja necessária esta elevação a sociedade tenderia a aceita-lo desde que fique evidenciado o esgotamento de todas as possibilidades no sentido do corte de gastos. Mesmo considerando esta questão preocupante, a confiança neste quesito poderá vir da disposição em levar em frente as reformas na economia, entre elas a previdenciária e a tributária.

Entendo que aqueles que são “verdadeiros sobreviventes” desta péssima fase da economia brasileira (afinal dois anos de recessão não é pouca coisa) devem considerar a possibilidade de sair da defensiva.

Sair da defensiva é sinônimo de tirar da gaveta projetos adiados nestes dois anos. Isso não quer dizer que isso será realizado sem planejamento, sem estar com os pés no chão, enfim, depois de tudo que passamos não há espaço para amadores. Por sinal, a crise deixou muitas lições que os sábios souberam assimilar e certamente estarão escaldados e muito mais bem preparados para o novo momento econômico que teremos pela frente.

O crescimento econômico virá lentamente, mas virá, por isso é o momento de colocar a cabeça para fora e estar aberto as novas oportunidades que surgirão.

Analise as perspectivas de sua profissão e invista em qualificação. Se necessário mude de área. Se for empreendedor, reúna a equipe, se necessário contrate especialistas, mas não deixe de considerar que o círculo vicioso logo logo ficará para trás e inauguremos, mesmo com menor escala, um novo ciclo virtuoso em nossa economia.

Considerando que a tônica moderna indica que “não é maior que engole o menor”, mas sim o “mais rápido que ultrapassa o mais lento” não espere a coisa se consumar para sair da defensiva.

A hora é agora!

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