Foi com a mão?

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O gol de Jô que decidiu a vitória do Corinthians sobre o Vasco se transformou em grande polêmica entre mídia, torcedores e no mundo da bola em geral.

Alguns levantam questões éticas, cobrando do centro avante Jô uma postura exemplar, de bom menino. Cobram dele uma auto-entrega. “ Sr. Juiz. Eu fiz o gol com o braço, com a mão, sei lá… e portanto o lance deve ser invalidado…”.

Ora, isso é coisa de puritano e hipócritas. Tem paciência. O Jô está lá, ainda na mais na sua posição de centro avante, para enfiar a bola no gol adversário, do jeito que der. O problema de validar ou não o lance é do árbitro e seus assistentes e não do jogador.

Portanto não vejo nenhuma implicação no campo ético. Nem um time de padres e freiras seria tão solícito, esclarecendo a jogada. É querer demais.

Vamos analisar a “coisa” no campo técnico. O que o árbitro e mais cinco auxiliares estão fazendo? Cabe a eles sim acompanhar com competência os lances do jogo e marcar com correição o que for certo e errado.

Só que isso não acontece. A preocupação em manter um corporativismo cego entre eles, transforma o sexteto numa mini máfia, como diria Palocci, num pacto de sangue. Neste caso em especial, o maior responsável é o juiz que fica atrás do gol. Ele tinha plena visão do lance e deveria anular o gol e não ser solidário com o árbitro, que não enxergou nada.

O que se percebe é que não dá mais para continuar com essa incompetência arbitral e a falta de liberdade entre eles. Quem estiver melhor colocado e convicto deveria apresentar sua posição e bancar a decisão. Mas isso na prática não acontece.

Caímos então no item tecnologia. Só ele poderá salvar os lances duvidosos. Na Europa algumas competições, como a classificatória para a Copa e mesmo alguns campeonatos, como o italiano, já vêm se servindo da tecnologia, reivindicando a decisão de lances duvidosos através do chamado árbitro de vídeo.

O jogo pára e o árbitro central pode recorrer ao vídeo, que mostra com clareza o que aconteceu. Se isso fosse utilizado no gol corintiano saberíamos se houve toque com o braço, se a bola já tinha ultrapassado a linha fatal e outros detalhes mais. Isso ajudaria decidir com segurança.

Pelo visto não há outro caminho tão seguro como a tecnologia a serviço das decisões também no futebol, como já existe em outras modalidades esportivas.

A maior bobagem é querer exigir do jogador, que ele decida a situação. Isso é ser mais realista que o rei e postura altamente hipócrita.

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