Governo de Dilma é responsável por 90% da recessão

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Estudo de meu xará, o Economista Reinaldo Gonçalves, Professor titular de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta que o pífio desempenho da economia brasileira nos últimos anos pode quase que ser integralmente atribuído ao déficit de governança da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo o estudo o desempenho do governo Dilma é terceiro pior em termos econômicos entre os 30 mandatos presidenciais desde 1889, ano da proclamação da República. Ficou à frente somente de Fernando Collor de Mello (recessão provocada pelo confisco do dinheiro – 1990/92) e Floriano Peixoto (1891-1894).

Reinaldo Gonçalves descarta que a influência principal pelo baixo desempenho interno no governo Dilma tenha como motivo fatores externos, para o Economista “não houve grandes alterações na taxa de crescimento da renda per capital global nos primeiros anos desta década em relação à média dos últimos 36 anos, enquanto os brasileiros apresentarem um forte declínio”.

Entre os anos 2011 e 2016, período em que a ex-presidente Dilma comandou o País, a renda per capita global cresceu a uma taxa média anual de 3,4%, muito próxima da taxa média de 3,5% do período entre 1980 e 2016. Por outro lado, o mesmo indicador brasileiro, no mesmo período, o avanço foi de apenas 0,2%. Vale destacar que no período anterior ao governo Dilma o crescimento médio foi de 2,4%.

Evidentemente que há muitos outros fatores que influenciaram o desempenho econômico brasileiro e que o governo de Dilma acabou “herdando”. A desindustrialização brasileira é um fato, retirando força do lado real da economia, privilegiando o lado monetário, com fortalecimento do setor financeiro, com evidente concentração de capital.

Não obstante esta constatação, inclusive com ausência de investimentos em infraestrutura, o modelo econômico do período em que Dilma comandou o País foi equivocado. Forçar o crescimento econômico com renúncia fiscal e afrouxamento da política monetária levaram o Brasil ao desequilíbrio, que somados a crise internacional das commodities (preços em alta) trouxe de volta a inflação.

Combinamos o que de pior pode ocorrer em uma economia: estagflação, ou seja, recessão, desemprego e inflação descontrolada. A equipe econômica do governo Dilma não soube lidar com isso, e ainda “omitirem” os desequilíbrios existentes quando da campanha que levou a reeleição de Dilma.

Os números evidenciam tudo que a pesquisa apontou: dois anos seguidos de forte recessão e ainda pagamos o preço por este modelo equivocado, como indica o crescimento do desemprego que segundo os dados mais recentes, atingiu a amarga marca de 13,5 milhões de brasileiros.

Fiz questão de trazer o tema neste artigo exatamente para alertar que não há mais espaço para modelos econômicos “populistas”, que criam artificialmente um estado de bem-estar, cuja conta da gastança do dinheiro público sem controle, em determinado momento deixa suas consequências.

Pensar em adotar novamente este modelo econômico é comprometer o futuro de todos nós. O governo de Temer erra em muitos aspectos, mas ao menos neste momento o modelo econômico por ele anunciado, aponta para o enfrentamento dos grandes temas, principalmente no tocante a disciplina fiscal por parte do Estado.

Quem leva em conta erros do passado se torna mais forte para enfrentar os desafios presentes e futuros. Vale a reflexão.

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