Greve dos servidores. Guerra de números e versões.

Greve dos servidores. Guerra de números e versões.

4
0
Compartilhar

Diz a cultura popular que numa disputa política, sobretudo numa campanha eleitoral a primeira vitima é a verdade. Neste nosso Brasil varonil e também na nossa sem limites, a máxima começa a fazer sentido também em relação às disputas que se estabelecem em períodos de negociações salariais.

Quando se radicaliza o processo e se chega a uma greve por exemplo, começa uma guerra de números e versões sobre fatos e propostas, impactos e outras situações que acabam beirando a insanidade. A disputa pela primazia da versão sobre o fato é tão perseguida que se chega a comprar espaço para divulgação de uma especie de informação oficial. Tem-se a impressão que a prefeitura não confia na mediação feita por órgãos de imprensa local quando o assunto é negociação salarial com os servidores.

Pena que em todo esse caldeirão, número de adesão se trabalhadores é mais importante do que discutir melhores condições de trabalho. Saber de onde vem os grevistas, se de secretaria a ou b chama mais atenção do que a constatação de que só na saúde o déficit é da ordem de 600 trabalhadores. Enfim… se a ração do dia a dia deve ser apenas para alimentar quem grita mais alto, ficaremos na eterna saga de vender o almoço pra comprar a janta … como diz outra frase comum. Não devia ser assim, nem para o executivo nem para os servidores mas é. E para encerrar com outra frase conhecida: em casa que falta pão. Todo mundo grita e ninguém tem razão. Oremos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Galeria Colorir

Sem comentários

Deixar uma resposta