MÁXIMAS DO FUTEBOL

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Desde garoto nossos ouvidos foram se acostumando com frases tradicionais do futebol. São verdadeiras epístolas sagradas, indiscutíveis, acima de qualquer interpretação.

Pênalti e gol é gol – Imprensou é da defesa – O que manda é bola na rede – O melhor ataque é a defesa – etc.

Uma delas vem sendo torturada, questionada, mal interpretada, literalmente destruída pela tal da interpretação do juiz. Falo da frase consagrada: Bola na não e mão na bola.

São situações completamente diferentes no andamento de uma partida de futebol. Bola na mão é aquele lance em que o jogador envolvido não faz absolutamente nada que possa interferir intencionalmente na jogada. A bola tocar no braço ou em sua mão é uma conseqüência circunstancial, involuntária, não desejada. Muitas vezes o atleta abre o braço para ter equilíbrio e não cair no chão, ou simplesmente a bola acabou tocando ou resvalando em suas mãos.

Mão na bola é aquela atitude do jogador que fica mais do que clara, nítida, pois essa foi exatamente sua intenção. Segurar ou desviar a bola na jogada. Nesse caso o árbitro pode marcar a falta. No caso contrário não.

Os cartolas recentemente resolveram rever esse conceito tão óbvio e passar a responsabilidade da decisão totalmente para os árbitros e seus auxiliares. Ora, não tem o que discutir. Os axiomas: bola na mão e mão na bola falam por si só.

Cito duas situações recentíssimas: Jogo Vila Real e Real Madrid domingo (26/02/2017). O árbitro marcou pênalti do zagueiro do Vila Real em favor do time madrilenho. Errou! Foi bola na mão e jamais mão na bola. Conseqüência, Cristiano Ronaldo fez o gol e o Real acabou virando o jogo.

No jogo do Palmeiras com a Ferroviária, outra interpretação errada do juiz. Marcou pênalti do zagueiro palmeirense. A partida ficou 2 x 1 e o Verdão enfrentou uma grande pressão do time de Araraquara, mas acabou vencendo por 4 x 1.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Visão Cidade

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