Merenda Escolar: o prazo de validade e a terceirização

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Em tempos de operação carne fraca e sobressaltos em relação à qualidade dos produtos que consumimos no dia a dia, tudo o que a prefeitura de Bauru não precisava era uma entrega de produto fora da validade na merenda escolar. A essa altura do campeonato e com a imagem do produto com a data de vencimento ultrapassada nada mais resta a não ser dizer que haverá uma apuração rigorosa e que os responsáveis serão punidos. O problema é que, sem nenhum trocadilho, porteira que passa um boi, passa uma boiada, e já começaram a pipocar denúncias de outros produtos com aspecto esquisito e em companhias estranhas de embalagens congeladas. Carnes e Peixes… só pra começar. Podemos estar diante do primeiro escândalo da administração Gazzetta embora possa se alegar que os lotes de produtos ainda são fruto de compras realizadas no ano passado. O que assusta é o fato de estarmos falando de produtos embalados e com informações de fácil acesso e identificação. Lote e datas de fabricação e validade estão escancaradas na embalagem individual e em caixas.O que teria ocorrido? Compra além do necessário? Falta de controle puro e simples? Coincidência das coincidências, a Câmara Federal aprovou ontem o libera geral para as terceirizações. A merenda escolar no município mesmo não sendo atividade fim, sempre resistiu às pressões pela transferência à iniciativa privada. Resta saber se vai conseguir sobreviver a mais esse episódio. A depender do calibre das denúncias pode não haver conserto para a situação. Oremos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Site Elizeu Pires

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