O Papelão da Carne Fraca

O Papelão da Carne Fraca

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O mais novo escândalo levado às gôndolas do grande mercadão de combate à corrupção no Brasil assusta pela sem cerimônia com que jogou na lama algumas das maiores empresas do mundo. Com base em uma investigação que ao longo de dois anos se aprofundou em apenas um caso no interior do Paraná, deu-se ao país e ao mundo a mensagem segundo a qual tudo está podre.

Efeito imediato, nesta segunda-feira, a União Europeia anuncia a suspensão da compra de carne da empresas envolvidas. E não adianta comer carne nos rodízios de Brasília para tentar reverter a desconfiança que se estabeleceu interna e externamente quanto aos produtos nacionais, que até então eram exportados para todo o mundo. Chamar atenção para eventuais excessos é um exercício cada vez mais perigoso. Talvez por medo de ser taxado de defensor de irregularidades e contra o combate à corrupção. Aliás, talvez seja exatamente esse o ponto. Combater a corrupção não significa destruir setores inteiros de um país.

Já vimos isso acontecer em Petróleo e Gás. Hoje se vende empresas e estruturas da Petrobras a preço de banana. Entrega-se poços de petróleo para exploração internacional sem que os bilhões investidos em pesquisa sejam colocados na balança. É realmente necessário destruir setores inteiros da economia nacional em nome do combate à corrupção? Já vimos processos contra grandes multinacionais envolvidas em grandes escândalos, inclusive com ramificações no Brasil. Mas o que sempre ficou patente nesses casos foi a busca por eliminar as causas da corrupção e não destruir as empresas e suas cadeias produtivas. É possível acabar com a doença sem matar o paciente. Oremos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Peixe Urbano

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