A queda do pessimismo do brasileiro

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Pesquisa Datafolha divulgada esta semana aponta que as pessoas estão menos pessimistas em relação à economia brasileira. A pesquisa compara o final do mês de abril com dados do mês de dezembro do ano passado.

O porcentual dos brasileiros que acham que a economia brasileira vai pior caiu de 41% para 31% no período analisado. Os que preveem progressos foi 28% para 31%, já os que avaliam que nada mudará caiu de 35% para 27%. A pesquisa ouviu 2.781 pessoas em 172 municípios.

Quando perguntados se a situação econômica pessoal irá melhor, novamente cai o pessimismo, saindo de 37% em dezembro para 45% em abril. A aposta é em dias melhores em sua vida financeira pessoal.

Outros indicadores como controle da inflação, desemprego, aumento do poder de compra e confiança do consumidor, todos foram avaliados para melhor. Na outra ponta mais pessoas se sentem envergonhados em ser brasileiros (em 2010 eram 9% agora 34%). Sem dúvida o meio político e a corrupção enraizada no setor público levam ao desalento.

Na prática o que a pesquisa indica? Ao pesquisar o que pensa o brasileiro e obter como resultado que o pessimismo está em queda, de certa maneira há um indicativo que, se as coisas não melhoraram ao menos começam a parar de piorar. Quem sente mais fortemente na pele os reflexos da recessão dos últimos dois anos é boa parte das pessoas objetos da pesquisa.

Se analisarmos alguns indicadores da economia podemos dizer que em parte o resultado da pesquisa está alinhado com os que eles vêm demonstrando. A inflação, por exemplo, caiu para níveis abaixo da própria meta do governo, que é de 4,5% ao ano. Antes a inflação ficava acima do limite máximo da meta oficial, ou seja, acima de 6,5% ao ano. Isso abriu espaço para queda dos juros básicos, que, mesmo em pequena escala, começa a chegar na ponta, para o tomador de recursos.

Alguns setores, mesmo oscilando momentos bons com ruins no tocante ao nível da atividade econômica, vêm ganhando fôlego. No que se refere ao mercado de trabalho, mesmo atingindo a marca nada apreciável de mais de 14 milhões de desempregados, parâmetros recentes indicam menor velocidade no crescimento deste contingente.

Tenho procurado abordar temas positivos da economia brasileira não para iludir ninguém e tampouco concluir que o pior já passou, longe disso, mas meu olhar está voltado neste momento para o lado cheio do copo, visando estimular cada um de nós a buscar ânimo adicional em nossas atividades. A batalha diária continua, temos que continuar a fazer mais com menos, mas não podemos e não devemos esmorecer.

Nos apegar em alguns indicadores positivos não é fingir que as coisas estão melhores, é sim fator motivador para canalizarmos nossas energias no que de bom mercado brasileiro oferece e o quão enorme é o potencial de nossa economia. O gigante não está adormecido como muitos preconizam.

Tudo isso tem exigido de todos nós novas estratégias, nos forçam a sair da zona de conforto e acima de tudo nos remotivarmos.

O lado vazio do copo existe, mas para quem quer e precisa fazer a diferença, é preciso analisar o seu lado cheio.

Há muito trabalho pela frente, diria árduo trabalho, mas há também um enorme potencial a ser explorado. Com competência é possível superar as adversidades.

Cada um analise os indicadores aqui colocado pelo seu prisma, eu prefiro olhar pelo lado das oportunidades que irão aparecer.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Site Economia – Cultura Mix

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