Saúde em Bauru. Cartas na mesa

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A audiência pública para discutir o setor da saúde do município marcada para esta tarde na Câmara Municipal pode significar o fim das cordialidades entre a atual administração e a do ex-prefeito Rodrigo Agostinho. Os dados a serem apresentados pelo atual secretário, José Eduardo Fogolin podem ser esclarecedores em relação a muitos problemas que continuam gerando críticas tanto da classe política quanto da população em geral.

E está cada vez mais difícil justificar as dificuldades sem apontar as ações que desencadearam esses problemas. Provavelmente após a reunião de hoje, nada será como antes. Em relação aos vereadores, a expectativa é por uma postura menos de ressonância dos reclames da população e mais embasada tecnicamente. Muitas vezes os nossos representantes se esquecem do poder de fiscalização que estão investidos e passam a reproduzir o que ouvem dia a dia.

Apesar da legitimidade da postura, já está mais do que provado que ela não resolve o problema. O que precisa ser discutido é o formato do nosso sistema de atendimento, quanto se gasta com o que, por que determinadas estruturas são organizadas assim e não assado? Qual a situação da Fundação Regional de Saúde, seus custos e os resultados obtidos com a sua criação? Por que na hora da onça beber água não aparece ninguém para explicar ou assinar os documentos levantados na apresentação de relatórios?

Tem muita coisa prá mudar na forma da representatividade que vemos hoje. Vereadores precisam se aprofundar naquilo que pretendem abordar e não imaginar que podem pegar carona em tudo e que basta aparecer na fita prá ficar bem com o eleitor. Esse expediente já não satisfaz.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ Pokertop10

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