Saúde: a quem recorrer?

Saúde: a quem recorrer?

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O problema é recorrente mas só de vez em quando chama a atenção dos nobres representantes do povo. Também não é novidade que apenas em situações extremas, como a morte de uma criança ou de uma parturiente é que se desperta a classe política e a própria sociedade para o caos em que se encontra a saúde pública no município. Mas até para bem discutir a questão é preciso ser didático. O cidadão que grita por socorro na saúde pública, muitas vez não sabe nem a quem responsabilizar pelo seu sofrimento. E nesses casos, bater na porta certa faz toda a diferença.

Saber quem administra o que é o primeiro passo para que os entes públicos comecem a se coçar para resolver os problemas. Morreram na Maternidade Santa Isabel, num espaço curto de tempo, uma mulher ao dar à luz e depois um bebê. No primeiro caso, a Câmara Municipal, como a primeira caixa de ressonância repercutiu o caso e fez uma “visita” à Maternidade. Vociferou-se na tribuna, fez-se discursos emotivos e inflamados. Como sempre todos tem a solução mas na prática, pouca coisa mudou. Com a morte de um bebê esta semana, o assunto voltou à baila com a mesma sequência de reações.

Quando é que vai se colocar o dedo na ferida realmente? Quando é que vamos cobrar e maneira contundente os responsáveis pela situação? Quando é que a organização social de saúde que terceiriza o serviço que é obrigação do Governo do Estado de São Paulo vai ser responsabilizada? O que não se pode mais aceitar é que tudo seja colocado na conta da fatalidade. Pessoas morrem. Por inúmeras razões. Mas o que tem acontecido em Bauru merece ser avaliado com mais profundidade. Sem oportunismos e sem medo de cobrar a quem de direito. A saúde é responsabilidade das três esferas de governo. União, Estado e Município. Alguém esta falhando, ou todos estão deixando de fazer a sua parte. Que prestem contas. Um bom começo seria mandar para as audiências públicas algo mais do que prepostos que não capacidade ou poder de decisão para nada, como tem acontecido ultimamente. Oremos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ vendendonossaartenapraia.wordpress

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