Sem Teto ou Sem Chão. Pinheirinho: Não

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As imagens da manifestação do MSLT na avenida Nações Unidas na manhã de ontem me fizeram voltar no tempo. Mais precisamente, 17 anos atrás quando conheci ainda em alguma ebulição os conflitos registrados no Pontal do Paranapanema. Naquele momento, apesar das tensões serem bem menores do que já havia sido registrado pelo país afora, inclusive no episódio de Eldorado dos Carajás, ainda restava pólvora suficiente no barril que representava a região extremo oeste do estado. Fui testemunha de algumas coisas que deram certo na Agrovila da Gleba XV e também registrei denúncias de vendas de lotes da reforma agrária que eram negociados no boteco do lugar. Vi, e ninguém me contou armas sendo transportadas por seguranças contratados por proprietários de terra e também vi plantações e estruturas serem destruídas como forma de chamar a atenção da mídia para o caos que ainda reinava por alí. Infelizmente o meu dejavu também reacendeu em mim alguns temores com os quais tive contato naquele momento. O pior deles se refere à fragilidade da vida humana quando o tabuleiro de estratégias é movido de parte a parte. Espero que não seja necessária a perda de nenhuma para que algo seja feito de prático em relação às quase quatro mil famílias que vivem em ocupações no entorno da cidade. Que não se reduza o caso à discussões superficiais de ordem política, ideológica ou de mobilidade. Estamos diante de uma situação limite que depende muito do bom senso para não descambar para uma violência que iria nos marcar para sempre. Nem sempre reintegração de posse termina com algumas crianças entregando flores aos policiais destacados para o serviço. Oremos.

Imagem ilustrativa./ 1ª Foto: Reprodução/ Site Blogger. 2ª Foto: Reprodução/ Site Câmera Reporter. 3ª Foto: Nayara Assis/ 94FM

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