Sem torcida, sem bandeiras, sem camisas, sem batuques..

A decisão do Ministério Público em padronizar as medidas de segurança para impedir as badernas e violência das torcidas uniformizadas, foi além do bom senso.

O que a torcida Sangue Rubro, por exemplo, pode fazer num jogo em Bauru do EC Noroeste? Nada, a não ser incentivar o time e torcer pela vitória. Camisetas vermelhas, bandeiras, distintivos, batuque animando os jogadores…

Como o Noroeste, outras dezenas e dezenas de pequenos e médios clubes do Interior são absolutamente inofensivos com suas torcidas. Aliás, há hoje um clima muito amistoso entre as torcidas organizadas do Interior. Não têm nada a ver em relação às gangues de grandes clubes.

Penso que para cada realidade deveria ser aplicada uma norma compatível. Medidas para garantir a segurança nos jogos são bem vindas, mas esta última decisão do MP extrapolou os limites do ideal.

Levar de 3 a 5 mil torcedores aos estádios interioranos já seria uma glória, uma alegria muito grande para os dirigentes que vivem buscando um bom público para as partidas de seus clubes. No entanto com tantas restrições, provavelmente esse público não será conquistado.

Um pelotão da Polícia Militar, com certeza, daria conta de algum incidente que possa surgir nas partidas com tranqüilidade. Os jogos das Séries A2, A3 e mesmo da Segundona poderiam ter sido poupados dessa determinação.

Quem sabe com o andamento das partidas possam surgir algumas flexibilizações para que o futebol possa ser uma festa, com alegria, cores, samba e naturalmente bom futebol, para que possamos dar o grito de guerra: AVANTE NOROESTE !

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