Um novo papo reto

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Passados seis meses de administração Gazzetta vemos o chefe do executivo e sua equipe diante da dura realidade que os números contrapõem às promessas feitas durante a campanha. A cada tentativa de concretizar o prometido, o prefeito se vê diante da escassez de recursos para a contrapartida do que foi assumido. O passe idoso e os médicos pediatras na Upas são dois exemplos dessa conta que dificilmente vai fechar. Se isso não bastasse, surge a gora o novo entendimento do TCE que passa a não permitir a utilização dos rendimentos da Funprev no cálculo para se chegar ao percentual limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, no valor gasto com pessoal. Isso vai implicar em novos cortes, que podem atingir em cheio o funcionalismo e seus vencimentos. Talvez seja o momento de o prefeito propor um novo pacto à cidade em relação a tudo o que se prometeu e o que poderá cumprir. Um mea-culpa nesse instante pode ser mais salutar para a cidade do que um mergulho numa aventura sem responsabilidade. Já tivemos outros prefeitos que prometeram muito e que para tentar cumprir suas bravatas de campanha, comprometeram as finanças municipais por mais de 20 anos. Papel importante também terá a Câmara Municipal nessa tomada de atitude do meio político local. Bauru não precisa de 17 Pôncios Pilatos que simplesmente lavem as mãos ao chancelar qualquer proposta vinda do executivo, na tentativa clara de ficar de bem com a opinião pública. A responsabilidade do legislativo vai muito além disso. Ao executivo cabe a coragem de propor a discussão. Insistimos na ilha da fantasia ou enfrentamos a realidade?

Oremos.

Foto: Reprodução/Facebook Gazzetta

1 COMENTÁRIO

  1. Desde do começo dessa administracao publica, se podemos dizer de administração, a 94 como meu de informacao e investgacao, abranda todos os atos de incapacidade administrativa, não sendo mais imparcial, pelo menos nos últimos anos e o a imagem que tinha do jornalismo da 94FM. Hoje vejo um jornalismo provenciano, medroso e incapaz de passar a verdadeira realidade política de nossa vidade

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