A vida, a morte e a justiça na falta de leitos em hospitais.

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Um caso de espera por vaga nos hospitais da rede pública relatado por familiares de um paciente enfartado em uma das UPAS da cidade me fez refletir sobre a condição de trabalho de alguns setores da saúde tanto do estado quanto do município. Imagine você, ouvinte, estar diante da tela de um computador com a missão de decidir quem pode viver ou morrer. Pois essa é uma situação constante para quem atua na regulação de vagas para internação.

O caso que me foi relatado aponta um paciente com infarto há quase cinco dias esperando vaga para fazer um exame de cateterismo. Na ponta do atendimento, familiares ouvem de funcionários das UPAS que a única forma de conseguir vaga é através da justiça. E olha que nós temos muito claro que a justiça é sempre muito lenta, mas a liberação de leitos em hospitais do estado de são paulo parece ser mais ainda. Não é que a decisão da justiça saiu antes… alívio para a família mas…. E sempre tem um mas… o paciente continua na UPA, pois, segundo a assistente social que recebeu a decisão existe vaga mas…. não existe leito.

Ou seja, estamos diante de uma situação onde o funcionário do serviço de saúde é obrigado a decidir quem vive e quem morre com base nos dados do sistema e em outra situação é obrigado a desrespeitar uma ordem judicial. Enquanto isso, o paciente conta apenas com a sorte e as orações para não morrer antes. Oremos.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ br.pinterest.com

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