2019: os desafios econômicos

Por on 27 de dezembro de 2018

Novo ano, novo governo, esperanças renovadas. Mesmo considerando que o Brasil pode ingressar em novo ciclo econômico, de prosperidade, os desafios econômicos não são poucos.

Primeiramente é preciso conter a ansiedade. Há muita coisa a ser feita e a velocidade em realizar não é exatamente a que todos nós desejamos. Devemos sempre lembrar que estamos lidando com o setor público, que é por natureza burocrático, norteado por regulamentos, cujas mudanças estruturais dependem não somente do Executivo Federal e sim dos demais Poderes constituídos, notadamente do legislativo.

Contida a ansiedade será necessário estabelecer estratégia de como tratar cada tema de tal maneira que o processo de mudança não seja atropelado. Por exemplo: há quase unanimidade que a questão fiscal é o maior problema econômico do Brasil. Sem equacionar ou dar um direcionamento ao combate do déficit público todo o resto ficará comprometido. Pois bem, uma das mais importantes reformas estruturais a ser enfrentada é a da Previdência Social, se a equipe econômica atropelar o processo querendo trabalhar com o Congresso Nacional com outras reformas importantes, como a tributária, a coisa poderá não funcionar. Pelo que foi apurado até agora, de dez propostas de mudanças estruturais pensadas pela nova equipe econômica, nove delas terão que necessariamente passar pelo Congresso Nacional.

Desta maneira temos aqui um importante desafio a ser superado: emplacar logo de início as reformas e a principal delas, a da Previdência Social, sinalizando que combater o déficit público é prioridade. Tudo isso dentro de uma estratégia macro que permita que as demais reformas sejam levadas a efeito, sem atropelos.

Como é imperativo que o País volte a crescer e com o crescimento econômico ocorra aumento da arrecadação tributária, também a melhoria do ambiente de negócios e a volta do emprego e renda, o Banco Central brasileiro terá participação decisiva no controle da inflação e uso pleno da política monetária, permitindo que não haja desequilíbrio entre oferta e procura, garantindo entre outras coisas, a manutenção da taxa de juros básica em patamar baixo. Observem que é preciso estimular o Consumo, mas este estímulo não pode ser mais veloz do que a capacidade de as empresas em entregar os produtos e serviços.

Outro grande desafio é materializar em investimentos produtivos a confiança dos agentes econômicos. No curto prazo é possível crescer ocupando a capacidade ociosa existente, contudo, sem aumentar os recursos para investimentos a sustentação de longo prazo da economia brasileira não virá. Observem que novamente surge a questão fiscal. Nenhum agente econômico investirá no Brasil se não tiver certeza que o País terá condições, no longo prazo, de honrar seus compromissos, ou seja, que a relação Dívida Pública com o PIB não somente ficará estável, como terá tendência de queda.
Neste contexto investir em infraestrutura é fundamental. Crescimentos robustos e constantes exigem geração de energia, capacidade de armazenamento, matriz de transporte para escoamento da produção, aeroportos e portos modernos, enfim, tudo que for necessário para garantir a sustentação do crescimento.

Outro grande desafio que precisa dar início em 2019, mas servirá para as próximas gerações, é investir na qualificação profissional. A produtividade média do trabalhador brasileiro é muito baixa e isso nos torna menos competitivos se compararmos o Brasil com o resto do mundo, o que eleva o chamado custo Brasil. Canalizar recursos e implementar ações em Ciência e Tecnologia auxiliarão em muito na qualificação aqui colocada.

Enfim, os desafios não são poucos, mas considerando que a equipe econômica do governo Bolsonaro concorda com o diagnóstico dos problemas econômicos brasileiros, é possível renovar as esperanças do que vem por aí.
Que a confiança novo governo, que atinge 75% dos brasileiros, seja confirmada. Que tenhamos capacidade suficiente para superar os desafios. Excelente 2019 a todos!

Foto: Reprodução/ Internet


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