A Manobra da Prefeitura e o Cheque Especial da Emdurb

Por on 12 de setembro de 2018

A mais recente crise no setor de coleta de lixo da Emdurb é uma aula pronta e com esmeros didáticos para quem pretende entender a relação perniciosa que se estabeleceu entre a prefeitura e a empresa pública.

Com caminhões quebrados e sem dinheiro para contratar novos veículos locados, as ruas da cidade voltaram a ficar cheias de montes de sacos de lixo e as reclamações de moradores voltaram a ocupar espaço na mídia local. O enredo dessa crise só é diferente dos outros já ocorridos por conta da simultaneidade dos problemas.

Antes, os caminhões quebravam, havia um atraso na compra das peças mas elas chegavam. Agora, o problema acontece e não há dinheiro para as providências. Assim, a alternativa é correr para os braços das mãe-prefeitura, esperando que ela dê um jeito. Ato contínuo é realizada uma reunião e surge a solução: a secretaria de finanças anuncia uma manobra no orçamento para que se repasse dinheiro à Emdurb e assim os caminhões locados possam ser contratados.

Como se dará o salamaleque da manobra ainda é algo que será explicado. Talvez os vereadores que vão ser consultados depois da ação do executivo ser concretizada, se sintam confortáveis em apenas carimbar a decisão do executivo.

Entre os nobres parlamentares será que alguém vai questionar o socorro à Emdurb mesmo sabendo que os pagamentos à empresa estão em dia? Estarão também eles, dispostos a perguntar que “Manobra” é essa que será feita para tirar a prestadora de serviços do sufoco em que se encontra? Faz tempo que tratamos os aportes da prefeitura para a Emdurb como um cheque especial. Estamos errados. Cheque especial cobra juros e juros altíssimos. O que a Mãe – Prefeitura disponibiliza à Emdurb é dinheiro do seu imposto entregue à fundo perdido. Oremos.

Foto: Reprodução/ mrwalazao.com.br


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