Aglomerações, panelaços e gritos de ‘mito’ e ‘fascista’…. o sábado de Bolsonaro

Escrito por em 24/05/2020

O presidente Jair Bolsonaro voltou a provocar aglomeração de pessoas neste sábado, em Brasília. Em uma das paradas, o presidente foi comer um cachorro-quente em um tradicional carrinho de lanches na Asa Norte de Brasília e logo foi cercado por um grupo de curiosos e apoiadores.

Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada no meio da tarde e foi ao apartamento do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. De lá, seguiu para a casa do filho mais novo, Jair Renan Bolsonaro. A presença do comboio de seguranças da presidência atraiu curiosos. Quando o presidente saiu do prédio, um grupo de apoiadores se aglomerou para pedir fotos. Ele atendeu aos pedidos e carregou uma criança no colo. Nos prédios ao redor, gritos contra o presidente e um início de panelaço foi ouvido. Bolsonaro disse na saída, que a maior recompensa que tem no cargo é ser reconhecido pela população e que quer entregar o Brasil melhor para quem o suceder no futuro.

Em seguida, Bolsonaro se dirigiu ao carrinho de lanches e perguntou se poderia comer ali mesmo, tendo resposta positiva. Comendo em pé na calçada, foi novamente cercado por um grupo de pessoas, causando outra aglomeração. Por conta das restrições de prevenção ao coronavírus adotadas pelo governo do Distrito Federal, não há mesas para comer no local. Enquanto apoiadores o chamavam de “mito”, também foram ouvidos gritos de “fascista” e “assassino”, além de panelaço nos prédios vizinhos.

O número de mortos pelo novo coronavírus no Brasil alcançou 22.013 neste sábado, segundo o Ministério da Saúde. Em 24 horas, foram 965 novos óbitos.

Com informações Yahoo Notícias

Foto: Bernardo Caram/Folhapress


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