Autoridades começam a inspecionar estúdio de animação incendiado

Por on 19 de julho de 2019

Fonte: Agência Brasil

Reuters/ Kim Kyung-Hoon/Direitos Reservados

Policiais e bombeiros começaram a inspecionar hoje (19) o local do incêndio criminoso que deixou 33 pessoas mortas em Kyoto, na parte oeste do Japão.

Veículos da polícia e do corpo de bombeiros chegaram ao estúdio Kyoto Animation por volta da 9h.

Ontem (18), um homem jogou o que aparentava ser gasolina na entrada do andar térreo do estúdio. O fogo então se espalhou, provocando explosões. Testemunhas disseram que o suspeito gritou “morram!” durante o ato.

O fogo foi extinto cerca de cinco horas mais tarde.

O suspeito fugiu do local, mas foi detido pela polícia mais tarde, no mesmo dia, a cerca de 100 metros do estúdio. O homem nunca trabalhou na Kyoto Animation e não se sabe claramente que conexões ele tinha com a companhia.

A polícia disse que 74 pessoas, incluindo empregados da companhia, se encontravam no edifício no momento do incêndio. Também confirmou que, além das 33 pessoas mortas, outras 35 ficaram feridas.

A polícia informou que muitos corpos foram encontrados um sobre o outro em uma escada que levava ao terraço. Acrescentou que muitas das vítimas morreram de intoxicação por monóxido de carbono.

Latas de gasolina, facas de cozinha e um martelo foram descobertos nas proximidades do estúdio e a polícia acredita que tais itens pertençam ao suspeito.

A polícia informou que o suspeito pelo incêndio está recebendo tratamento por queimaduras graves em um hospital e planeja interrogá-lo quando ele se recuperar.

Suspeito de provocar incêndio foi indiciado por assalto no passado

O homem, suspeito de provocar incêndio em um estúdio de animação em Kyoto, tem 41 anos e mora na cidade de Saitama, nas proximidades de Tóquio.

Fontes de investigação afirmam que Shinji Aoba morou na província de Ibaraki, na região de Kanto. Em 2012, ele foi indiciado por assalto a uma loja de conveniência e sentenciado a 3 anos e 6 meses de prisão.

Após cumprir a pena, ele morou por um curto período em abrigo para ex-condenados antes de mudar para um apartamento, que está registrado como seu atual domicílio.

Fontes informam também que Aoba depende do auxílio-subsistência e fez tratamento para lidar com saúde mental.

A polícia foi chamada neste ano e no ano passado após ele causar problemas a seus vizinhos com barulho.


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