Bolsonaro se filia ao PL e retoma ‘casamento’ com o centrão

Escrito por em 30/11/2021

O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL na manhã de hoje (30) em um evento com clima religioso e conservador em Brasília. O chefe do Executivo federal criticou a esquerda e o PT e fez diversos acenos ao Congresso em um discurso que marcou oficialmente a retomada do “casamento” de seu governo com o centrão.

Sem partido desde 2019, quando deixou o PSL, pelo qual foi eleito, Bolsonaro já passou por oito legendas desde que iniciou sua vida política, em 1989. Ele saiu do PSL em meio a uma série de brigas internas e tentou fundar o Aliança pelo Brasil, mas fracassou —não obteve nem um terço das assinaturas exigidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O PL, que é comandado pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto desde a década de 1990, por sua vez, deu “carta branca” ao presidente para tê-lo na legenda. O partido já compôs o governo Lula (PT), entre 2003 a 2010, tendo um filiado, José Alencar, como vice.

O auditório do Complexo Brasil 21, em Brasília, estava lotado. Do lado de fora, apoiadores saudavam os políticos que chegavam em clima de carnaval, ao som de funk. Entre as autoridades, porém, houve diversas menções a Deus e duas orações por parte dos deputados Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Marco Feliciano (PL-SP).

Na mesa sobre o palco e na plateia havia políticos e autoridades bolsonaristas de diferentes partidos, como o governador Claudio Castro (PL-RJ), onze senadores, mais de vinte deputados e diversos ministros, entre eles Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), que também tem a expectativa de se filiar à legenda. A maioria não usava máscara.

Além de Bolsonaro, também se filiaram ao PL o senador Flávio Bolsonaro, de saída do Patriota, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Casamento com o centrão

“Estou me sentindo em casa”, disse Bolsonaro aos diversos deputados presentes, passando a mão sobre os ombros do deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, em referência aos 28 anos que passou na Casa. Seu discurso de pouco mais de dez minutos, recheado de bandeiras conservadoras, teve diversos afagos ao Congresso e marcou o casamento do seu governo com o centrão.

“Eu e o Valdemar não somos pessoas que vamos definir as coisas sozinhos. Em grande parte, a nossa visão vai passar por vocês. Nós queremos compor e, com essa composição, fazer o melhor para o Brasil”, disse o presidente aos parlamentares, sob gritos de “mito”.

Fonte: UOL


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