Caiu no Enem: 1º dia teve Madonna, Hannah Arendt, Cazuza, Hilda Hilst, bullying, refugiados e Estatuto do Idoso

Por on 3 de novembro de 2019

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 apresentou questões que abordavam temas ligados aos direitos das mulheres e minorias, além de questões raciais como refugiados e escravidão. Itens que tratavam de discursos de ódio também apareceram nas provas de linguagens e ciências humanas.

Na redação, o tema foi ‘Democratização do acesso ao cinema no Brasil’. A prova contou com quatro textos motivadores: um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet; um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F. Gutfreind; um infográfico do periódico “Meio e Mensagem” sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema; um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine, a agência do governo brasileiro para o audiovisual. O texto fala sobre como o Brasil é apenas o 60º país na relação de habitantes por sala de cinema, com pouco mais de 2 mil salas, uma queda em relação à década de 1970.

Neste ano, as frases de identificação do caderno de provas eram de músicas da banda Legião Urbana.

Bullying e anorexia
Uma das questões trazia um anúncio de um site português que tratava de bullying e anorexia, e o estudante tinha que saber fazer a análise do discurso.

Perigo dos agrotóxicos para as abelhas
Uma questão de geografia citou uma notícia publicada em 2014 no site do Ministério do Meio Ambiente sobre a ligação entre o uso de agrotóxicos e a morte de abelhas em São Paulo e Minas Gerais, e pediu detalhes sobre como é possível promover uma produção agrícola mais sustentável.

Refugiados
Outra abordava os refugiados. A questão trazia um anúncio da Acnur, a agência da ONU para refugiados, que mostrava uma imagem com sapatos e a questão perguntava o que esses sapatos simbolizavam. O estudante tinha que interpretar a questão e falar sobre a empatia e o colocar-se no lado do refugiado.

Hannah Arendt e o totalitarismo
‘Veterana’ no Enem, a filósofa alemã Hannah Arendt voltou a aparecer na prova. Uma questão citou sua obra “Origens do totalitarismo” para falar sobre como o totalitarismo aprisiona a população a ponto de elas acharem normal o extermínio de pessoas.

Estatuto do Idoso
Já o Estatuto do Idoso apareceu em uma questão que falava sobre a condição de vida dos mais velhos. A questão trazia dois textos, um do jornal Folha de Londrina e outro do site do governo Brasil.gov.br. O estudante precisava relacionar o que eles tinham em comum.

‘Blues da Piedade’, Cazuza e Frejat
A letra da música “Blues da Piedade”, de Cazuza Frejat, foi um dos temas da prova do Enem 2019.
A pergunta era para o estudante analisar a letra e interpretar o que ela queria transmitir.
O estudante tinha que interpretar a letra e dizer qual o objetivo da mensagem e o que ela queria transmitir.

Fonte: G1

Foto: Reprodução GloboNews

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