CHEGA DE CHORORÔ

Por on 23 de julho de 2018

Está insuportável aguentar o comportamento dos jogadores brasileiros. Tudo que o árbitro apita é contestado. Atrás de uma decisão do juiz vem um chororô do atleta. Reclamam sem parar, irritando quem está assistindo o jogo.

Ontem, em particular, tive o cuidado de prestar atenção nesse triste cenário em várias partidas da rodada do Brasileirão. O árbitro tem que apitar o jogo, baseado em sua íntima convicção e decidir sobre as jogadas de acordo com o que lhe parece acertado.

Do outro lado já vêm o jogador reclamando, partindo prá cima do apitador, procurando inclusive intimidá-lo, contestando sua decisão e blá blá blá. O árbitro tem que explicar cada decisão tomada, argumentar e ter muita paciência para conduzir a partida.

Penso que deve haver alguma orientação da entidade máxima, seja CBF, FPF e por aí afora, para que o juiz tenha muita paciência e evite ao máximo a distribuição de cartões amarelos e vermelhos. O motivo eu não sei. Pode ser para evitar tumulto dos jogadores, dos torcedores, ou uma solicitação da própria polícia, para não perder o controle na segurança dos jogos.

Que saudades de Armando Marques, Oscar Scólfaro, José Roberto Write, Romualdo Arpi Filho, Arnaldo César Coelho, Dulcídio Wanderley Boschila. Foram árbitros que sabiam comandar o jogo, com autoridade. Não tinha essa de ir peitar o juiz, reclamar, pressionar, como acontece atualmente.

Se não bastasse essa chatice, que vem estragando o futebol brasileiro, ainda estão simulando contusões e ficam num cai cai, querendo que pare o jogo, quando muitas vezes o time adversário está na eminência de fazer gol. Ainda na rodada de ontem isso ocorreu na partida Chapecoense x Santos.

Os jogadores estão simplesmente ridículos. O juiz tem que falar para o atleta ir jogar bola e deixar que ele apita o jogo. Cada um na sua. Não sei onde vamos parar com essas simulações e choradeira. Ouço os narradores e comentaristas do Rádio, da TV, leio textos dos veículos impressos, na Internet, mostrando que todos estão saturados desse comportamento. Vamos jogar bola gente e deixe o juiz trabalhar. Ele é humano e pode acertar e errar.

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