Coalizão dirigida pelos EUA anuncia o início da retirada militar da Síria

Por on 11 de janeiro de 2019

Fonte: Portal G1

A coalizão internacional antijihadista dirigida pelos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (11), o início da retirada das tropas da Síria, onde auxiliavam na guerra contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Além dos Estados Unidos, participam da coalização: Canadá, Austrália, França, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Turquia e vários países árabes.

O porta-voz da operação, o coronel Sean Ryan, afirmou que não mencionaria “prazos, locais ou movimentos de tropas” devido à preocupação com a segurança operacional.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que acompanha a guerra síria, afirmou que a retirada de blindados e caminhões militares da cidade de Rmeilan para o Iraque começou na noite de quinta-feira (10).

A confirmação das primeiras saídas de militares do país acontece em meio à confusão sobre os planos para implementar a decisão do presidente americano, Donald Trump, de retirar suas tropas do país e as ameaças da Turquia de atacar os curdos – parceiros dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico.

Retirada das tropas americanas
A decisão abrupta de Trump de retirar de cerca de 2.000 soldados americanos mobilizados para lutar contra o Islâmico, anunciada em dezembro, surpreendeu até mesmo políticos americanos. O então ministro da Defesa americano, James Mattis, e o principal enviado dos EUA para a coalizão, Brett McGurk, pediram demissão ao tomar conhecimento dela.

A medida, que desestabiliza alguns aliados regionais americanos, é vista como uma prova das contradições da estratégia de administração do governo Trump- ou mesmo da falta de estratégia, segundo seus críticos.

A retirada pode ser vista como favorável ao regime de Bashar Al-Assad, o presidente sírio inimigo dos EUA e aliado do Irã e da Rússia. A decisão também parece contradizer a intenção declarada americana de frustrar a influência do Irã e de proteger Israel.

Na quinta-feira (10), o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, defendeu a decisão de Trump e negou qualquer “contradição” na estratégia do presidente americano para o Oriente Médio. Ele também prometeu que seus aliados curdos, que controlam uma faixa do nordeste da Síria, serão protegidos.

Ameaça turca
A Turquia lançará uma ofensiva no norte da Síria contra as milícias curdas das Unidades de Proteção Popular (YPG), que são aliadas americanas no combate ao Estado Islâmico. Ancara as considera “terroristas” por causa de seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que trava uma guerra no território turco desde 1984.

Imagem de vídeo mostra forças dos EUA nos arredores da cidade síria de Manbji, em 7 de março — Foto: Arab 24 network, via AP


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