Coleta seletiva: os desafios diários dos trabalhadores neste momento de pandemia

Por on 31 de março de 2020

Algumas cidades do país estão suspendendo a realização da coleta de lixo reciclável, após divulgação de uma cartilha de orientação, proteção e saúde dos recicladores, elaborada pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, a ABES.
Esse estudo mostra o risco de infecção dos trabalhadores desse setor pelo Covid-19, uma vez que o tempo de permanência do coronavírus na superfície é longo. De acordo com a ABES, o vírus permanece 5 dias em superfícies de plástico e papel; 4 dias nas de vidro e nas de madeira, 48 horas nas superfícies de aço; 2 a 8 horas nas de alumínio e 8 horas nas luvas cirúrgicas.
Em Bauru, a Secretaria do Meio Ambiente considerou a coleta de lixo reciclável como serviço essencial. O secretário Airton Martinez, em entrevista à 94, afirmou que após o início da quarentena, houve um aumento considerável na coleta de recicláveis.

Além de responsável pelas cooperativas de recicláveis, a ASCAM (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Bauru) também gerencia os Ecopontos da cidade. A presidente da associação, Gisele Moretti, explica quais os cuidados que estão sendo tomados.

A cartilha elaborada pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, aponta tarefas para o executivo, legislativo, empresas e, aponta as responsabilidades dos cidadãos. A ABES ainda aponta que o serviço de coleta de resíduos e a limpeza urbana, são fundamentais neste momento e precisam ser melhorados onde é precário.
As primeiras cidades do país que suspenderam a coleta de recicláveis foram Franca (interior de São Paulo) e Caxias (região metropolitana de Porto Alegre).


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