Começa o segundo tempo. Mudanças?

Por on 6 de novembro de 2018

Em meio às conversas para a formação da nova mesa diretora da Câmara, incluindo aí o novo presidente do legislativo, vereadores e representantes partidários se articulam para estarem posicionados na segunda metade do governo Gazzetta e, claro, de acordo com seus interesses em relação às próximas eleições municipais. Os movimentos que teremos a seguir devem ser vistos, não com as lentes do presente ou do passado, mas no futuro. O resultado das urnas em São Paulo e no Brasil também precisam ser levados em conta. Caixinha de surpresas e com mudanças e traições sempre em cima da hora, a definição sobre o comando da Câmara deve dar uma pista de como as forças políticas locais estarão se acomodando. Num segundo ato, mudanças no primeiro escalão do executivo também irão merecer atenção. O prefeito ainda não fala sobre isso abertamente mas já possui um diagnóstico sobre alguns setores onde precisa mexer. Sabendo que a foto deste momento não é muito favorável, o executivo parece acreditar que ainda há tempo de corrigir estratégias e melhorar sua imagem junto à opinião pública. Também tem clareza de que precisa se livrar de algumas âncoras e amarras que seriam motivo de desgastes e embates desnecessários. Visto de fora, o governo municipal parece carecer de um chacoalhão que tire parte do primeiro escalão de uma certa zona de conforto. Seria menos complicado se o temperamento do prefeito fosse mais explosivo e suas cobranças mais incisivas, o que não é o caso. O início da segunda metade do mandato pode determinar o fim do estilo paz e amor, afinal, quem estará em julgamento no próximo pleito não serão os secretários ou assessores mas o nome e o futuro político do próprio chefe do executivo.

Oremos.

Foto: Prefeitura de Bauru/94FM


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