Comitê Olímpico do Brasil defende adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021

Por on 21 de março de 2020

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) informou, por meio de um comunicado publicado em seu site, que defende o adiamento por um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio por causa da pandemia do coronavírus. O evento está marcado para começar em 24 de julho e terminar em 9 de agosto de 2020. O COB sugere que as Olimpíadas sejam realizadas no mesmo período de 2021.

A posição do COB contrasta com as do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do governo japonês. Ao jornal “The New York Times”, o presidente do COI, Thomas Bach, reforçou a intenção da entidade de realizar os Jogos de Tóquio na data inicialmente prevista. No início desta semana, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou em entrevista coletiva que não pensa em adiamento.

Antes do COB, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já havia defendido o adiamento tanto da Olimpíada quanto da Paralimpíada de Tóquio para 2021. O COB e o CPB fecharam seus centros de treinamento nesta semana. A natação americana seguiu o mesmo caminho, mas o Comitê Olímpico dos Estados Unidos disse ainda ser cedo para falar em adiamento.

Na nota publicada em seu site, o COB argumenta que defende o adiamento dos Jogos por causa do agravamento da pandemia do Covid-19 e da “consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo”, já que houve “paralisação de treinos e competições em escala global”.

– Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar uma Olímpiada em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude – declarou o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Em tom diplomático, o comunicado do COB afirma que a sugestão de adiar os Jogos de Tóquio para 2021 “em nada altera a confiança no Comitê Olímpico Internacional”.

– O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou-80 e Los Angeles-84. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal-76, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade.

Por conta da pandemia do coronavírus, vários dos grandes eventos esportivos previstos para 2020 foram adiados para 2021. É o caso da Copa América e da da Euro, por exemplo.

Fonte: G1

Foto: Reuters


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