Continue apostando no crescimento econômico

Por on 17 de janeiro de 2020

Passados os primeiros dias de 2020 é possível manter a previsão de que a economia brasileira deve crescer acima de 2% neste ano e este crescimento se dará pelo incremento do consumo das famílias e pelo aumento nos investimentos produtivos.

Esta constatação é alicerçada em algumas premissas importantes. A primeira é que dentro da matriz macroeconômica que define o Produto Interno Bruto (a geração de riquezas do País) pelo lado da demanda, a variável consumo das famílias que pesa dois terços do valor total tem potencial de crescimento, inclusive com elevação da confiança do consumidor.

Diferentemente do estímulo ao consumo implementado no governo do PT, na gestão de Dilma Rousseff, em que o estímulo foi artificial, ou seja, sem controle inflacionário e sem sustentação técnica, atualmente a coisa é mais consistente. A inflação, apesar do recente repique, está baixa. A taxa de juros básica está no menor patamar da história e ainda a taxa real de juros (juros acima da inflação) também é menor já praticada no País. Em outras palavras, o crédito está mais barato pela formação dos juros no mercado e não por decisão política.

Como o consumo é puxado pela renda e crédito, é consistente a análise que o consumo das famílias ajudará no crescimento econômico. Lembrando que juros menores desestimulam a poupança e estimulam as compras a prazo. Além disso o emprego começa a voltar.

A outra importante variável, que passados os primeiros dias de 2020 também se confirma como indutora do crescimento econômico, são os investimentos produtivos.

O País, depois de muitos anos oferecendo aos rentistas excelente retorno financeiro (bastava aplicar o dinheiro no mercado financeiro), convive com uma nova realidade: ganhos maiores virão do setor produtivo. Quando, por exemplo, são canalizados recursos para o mercado acionário, é a aposta no setor produtivo. O investidor confia nas empresas e que estas darão retorno. Mas o movimento que trará reflexo positivo no mercado de bens e serviços, é a destinação de recursos para as empresas diretamente. Neste contexto investir, por exemplo, em imóveis, portanto investimentos na construção civil, passa a ser prioridade. Aqui o indicativo é que os investimentos em vários setores, e não somente na construção civil, saiam das gavetas e os projetos de aquisição e expansão sejam implementados.

Evidentemente que nem todos sentirão os resultados positivos na mesma magnitude e ao mesmo tempo. Empresas que operam o setor externo conviverão com oscilações. O próprio mercado de trabalho tem um longo caminho até que o emprego formal chegue no grosso da população, isso sem falar na continuidade em levar em frente as necessárias reformas do Estado, entre elas a administrativa e tributária.

Se há alguns dias a aposta era positiva, de lá para cá pouca coisa mudou, e por mais céticos que alguns agentes econômicos sejam, quem opera o mercado em seu dia a dia já sentiu o bom ritmo da economia.

Agora é esperar que os agentes políticos não atrapalhem ou retardam a necessária recuperação econômica. Se depender dos agentes econômicos, os empreendedores, os trabalhos, enfim, aqueles que efetivamente constroem a riqueza deste País, o crescimento econômico será realidade nesse ano, confirmando as previsões iniciais.


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