De onde virá o crescimento econômico em 2018?

Escrito por em 1 de março de 2018

Que a recessão econômica ficou para trás não há dúvida. O que os agentes econômicos estão se perguntando é: de onde virá o crescimento da economia brasileira em 2018? Estudos técnicos apontam que o aumento no consumo das famílias é que dará o tom do crescimento econômico.

Vamos aos fatos. Inflação está sob controle o que permitiu a queda dos juros básicos, que induz a queda nos juros no mercado. A confiança dos empresários e dos consumidores está em alta. O mercado de trabalho se sente aliviado e, se o emprego não voltou na dimensão que se deseja, parou de piorar. A renda disponível das famílias se elevou e a inadimplência parou de crescer.

A partir destes indicadores, principalmente a combinação de aumento de renda e crédito, podemos afirmar que o crescimento da economia virá pelo aumento do consumo das famílias. Projeções apontam para crescimento de 6% no comércio varejista para este ano. Na subdivisão temos as seguintes projeções: veículos, motos e peças com crescimento previsto de 11%; móveis e eletrodomésticos com projeção de +8%; materiais de construção com projeção de +7,2%; setor farmacêutico com +4,5%; tecidos, vestuário e calçados com +4,2%; supermercados, alimentos e bebidas com crescimento projetado de 3,4%.

Outro setor que contribuirá para alcançarmos um PIB em 2018 acima dos 3%, algo próximo a 3,2%, é o do comércio exterior. O mundo todo vive um ciclo de crescimento e o Brasil certamente tirará vantagens da aceleração do comércio mundial. Assim, além do crescimento do consumo das famílias e nele com destaque ao consumo de bens duráveis (11%) teremos os ramos exportadores fazendo a diferença para melhor.

Há ainda maior disposição de as empresas brasileiras adquirirem bens de capital. Esta disposição é reflexo do aumento da confiança do empresário. O empresário sai da retranca, ou seja, investe quando confia que terá retorno ao capital investido. Isso está em curso.

Um setor que movimenta muito a economia é o da construção civil. Tudo aponta que o fundo do poço ficou no ano passado, mas a retomada mais firme não se dará no curto prazo. O aumento das vendas de materiais para o setor da construção civil anima, contudo, dados os estoques de imóveis existentes, não é de ser esperar força nos lançamentos imobiliários, ficando para 2019.

Assim a boa notícia que o Brasil voltará a crescer, que o consumo das famílias será o carro chefe, complementado pelas exportações e investimentos internos.

E a má notícia? É que o crescimento não será homogêneo. Neste contexto, isso é sinônimo de não uniforme dos vários setores da economia. É hora de retomar as avaliações que fiz o ano passado, quando apontei que a recuperação da economia brasileira se daria em “U” (letra U), o que está se comprovando. Saímos da base, o ponto inferior do “U” e, lentamente vamos retomar o crescimento.

Mesmo considerando os desafios para sustentar o crescimento brasileiro, notadamente a fragilidade das contas públicas, o crescimento virá e o que cada um de nós deve se perguntar é: estou devidamente preparado para disputar, com sabedoria, o incremento na geração de riqueza do País?

Os estrategistas debruçam nos detalhes das projeções e se antecipam em seus movimentos. Os demais choram o leite derramado. Como você tem se comportado? Vale a reflexão. Proativade é a palavra de ordem.



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