Décimo terceiro: muita calma nesta hora

Por on 29 de novembro de 2019

Boa parte dos trabalhadores brasileiros receberá renda extra, o décimo terceiro salário. Como todo dinheiro recebido é preciso ter muita calma nesta hora.

Ter calma para decidir o destino do dinheiro não é sinônimo de frustrar expectativas, mas está mais que comprovado que lidar com dinheiro tem mais componente emocional do que racional.

Gerenciar este recurso extra é na prática a essência da ciência econômica: administrar a escassez, remetendo aos problemas fundamentais da economia, isto é, quando as necessidades são ilimitadas e os recursos são escassez é preciso fazer escolhas.

O trabalhador pode escolher consumir. É uma escolha, e se for esta opção mesmo assim tem que ser prudente. Alguns produtos típicos desta época assumem valores iniciais acima dos preços praticados durante o ano. Pesquisar é preciso.

Mesmo considerando que consumir toda renda extra é uma opção do trabalhador, não seria aceitável, “torrar” o dinheiro em consumo tendo alguma pendência financeira. Neste particular destaco três delas: dívida vencida, uso do limite do cheque especial e o uso do rotativo do cartão de crédito. Utilizar o décimo terceiro para consumo deixando dívida em aberto, que é corrigida com juros elevados e ainda tendo a incidência de multa, não faz muito sentido. O mesmo raciocínio serve para o cheque especial e rotativo do cartão de crédito. São modalidades caras para simplesmente deixar de liquidá-las. Estamos falando de juros acima de 10% ao mês. Fora de qualquer propósito.

Outro ponto a ser considerado pelo consumidor é a necessidade de criar um colchão de recursos, via poupança. Algum dinheiro, no caso ao menos 15% do valor recebido, deveria ser canalizado para investimento financeiro. Dependendo do valor e prazo não precisa necessariamente aplicar na caderneta de poupança. Há opções mais rentáveis no mercado, como títulos do governo e fundos e investimentos. Aqui vale a velha lembrança dos compromissos inevitáveis de início de ano, portanto, reservar algum dinheiro para isso é necessário.

Resumindo: é inevitável destinar parte do décimo terceiro para o consumo, afinal, festejar o fim de ano faz parte de nossa vida. Isso vale também para os gastos em viagens de férias. Mesmo assim, o racional indica que dívidas pendentes devem ser liquidadas, e na mesma linha, fazer um esforço para investir ao menos parte do dinheiro recebido.

Quando as necessidades são ilimitadas e os recursos são escassos, o que faz a diferença é a capacidade de fazer as melhores escolhas. Pratique isso!


Comentários

Escreva um Comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios*



Current track
Title
Artist

Background