Dívida Pública: os números não mentem

Por on 29 de novembro de 2018

Os números da dívida pública não mentem: a dívida pública brasileira totalizou R$ 3,763 trilhões, tendo prazo médio de rolagem de 4,24 anos e um custo médio de 10,06% ao ano. Em resumo: a rolagem da dívida custa à sociedade quase R$ 400 bilhões ao ano somente a título de juros.

Apesar de a dívida pública ter recuado 0,44% em outubro se comparada a setembro, é sem dúvida alguma o grande desafio da economia brasileira.

Projeta-se um déficit público primário (sem contar com o pagamento dos juros) para este ano na ordem de R$ 139 bilhões (podendo ser um pouco menos dependendo do desempenho até o fim do ano) e novo déficit um pouco menor que este patamar para o ano que vem.

Mesmo com limite de gastos legalmente implantando no Brasil, se não houver aumento da receita e queda nas despesas, a relação dívida com o Produto Interno Bruto será explosiva e chegará um momento em que haverá desconfiança de que o País não terá como honrar seus compromissos e com isso gerar desequilíbrios internos.

Além do corte de gastos via enxugamento da máquina pública, com redução de nomeações de comissionados e fusão de Ministérios, é imprescindível que já no primeiro ano de mandato seja discutida a reforma da previdência, à medida que o déficit nesta rubrica é acentuado e poderá inviabilizar as contas públicas no longo prazo.

As privatizações podem ser boas fontes de arrecadação, contudo, não é possível vislumbrar que sejam realizadas a toque de caixa, no curto prazo.

No tocante a aumento na arrecadação é preciso estabelece estratégias de recebimentos dos tributos atrasados. Há uma massa de recursos represados que precisam entrar nos cofres públicos.

Outro fator importante é retomar o crescimento da economia. Crescer representa gerar riquezas, empregos e mais tributos, Empresas e população com recursos, pagam seus compromissos em dia, portanto, a arrecadação passa a ser de maior grandeza.

Na paralela é preciso emplacar a reforma tributária. Simplificar o sistema e reduzir a carga média de impostos podem trazer mais recursos, no volume, para o setor público.

Tudo isso tem que ser executado tendo como pano de fundo um Estado mais enxuto e eficiente, e o investimento em tecnologia pode ser um grande aliado para garantir serviços de qualidade, a menor custo, com maior eficiência.
Há muito a fazer. As sinalizações da equipe econômica que assumirá seus trabalhos em janeiro próximo são positivas e se o governo Bolsonaro não perder um timing aproveitando o respaldo popular para colocar em prática o que for necessário, poderemos sim, reposicionar o Brasil econômica e socialmente.

Foram anos de penúria e a sociedade brasileira pagou um preço elevado pelos descomandos de governos passados. Há esperança no ar, contudo, será necessário ser mais do que bom comunicador com as massas (o que Bolsonaro faz muito bem) terá que ser sim estrategista.

Como colocado os números da dívida pública brasileira não mentem. Algo firme tem que ser feito para estabilizá-la.

Foto: Reprodução/ Internet


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