Eleições: Pesquisas e pesquisas…

Escrito por em 07/10/2020

A segunda semana de campanha eleitoral marcou a primeira grande diferença do pleito 2020 em relação ao de 2016. Já na largada do processo desta vez, temos a divulgação de uma primeira pesquisa oficial, registrada na Justiça Eleitoral e divulgada por veículo de comunicação. Na disputa em 2016, somente no final da corrida é que se divulgou uma pesquisa com todos os requisitos que a justiça eleitoral determina. Naquele período, presenciamos uma verdadeira enxurrada de sondagens ou até mesmo a disseminação de verdadeiras fraudes com números estranhos, apresentados nas redes sociais e grupos de mensagens como se fossem pesquisas. Verdadeiros Crimes Eleitorais estavam sendo cometidos e induzindo eleitores a uma avaliação errônea da disputa eleitoral. Foi o momento em que a 94 FM, com dados de uma pesquisa idônea, que respeitou todos os requisitos legais e mais do que isso, os critérios técnicos necessários para se obter um resultado muito próximo do que seria a tendência dos votos, resolveu divulgar o levantamento. Aquela decisão pôs fim às especulações e às tentativas de manipulação que aconteciam nas profundezas do mundo virtual. Nesse ano, ao que tudo indica, essa tentativa de burla não deverá se repetir. Como disse, a divulgação de uma pesquisa oficial, derruba essas pretensões. Á partir de agora, partidos, candidatos, apoiadores visíveis ou invisíveis serão obrigados a trabalhar às claras se quiserem apresentar números, caso julguem que os apresentados não sejam fidedignos. É do jogo. Finalmente, queria lembrar que o seu voto não deve se pautar em números de pesquisa eleitoral. Já ouvi pessoas defendendo a proibição de divulgação de pesquisas. Discordo. Nosso exercício do direito a formar nossa consciência não pode estar pautado na proibição, mas sim, na transparência no processo. Devemos receber e avaliar as pesquisas pelo que elas são: retratos de um momento em que foram realizadas. Com margens de erro e que nem sempre acertam. Aliás, muitas vezes, erram. Se você como eleitor ainda acredita que ganha ou perde seu voto se o seu candidato ganhou ou perdeu a eleição, está na hora de rever seus conceitos. Enquanto imaginarmos que numa democracia ganha-se ou perde-se individualmente, jamais ganharemos coletivamente. Oremos.


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