Emdurb, Prefeitura, Prejuízos e TCE. Alguém pode ligar as pontas?

Por on 10 de julho de 2018

A Emdurb voltou a amargar prejuízo nos primeiros quatro meses do ano. De acordo com os dados consolidados são mais de 800 mil reais, mesmo com as receitas no período tendo crescido cerca de 2 milhões de reais. Essa realidade nos faz voltar a questionar mais uma vez essa relação entre o município e a empresa. Relação que parece ser prejudicial para todos, sobretudo para o contribuinte/munícipe, que é chamado a pagar a conta do prejuízos e ainda amarga um serviço mal avaliado constantemente. E nosso questionamento se baseia também em apontamentos históricos do Tribunal de Contas do Estado, que há mais de uma década multa prefeitos e condena a prática dos contratos sem licitação feitos entre emdurb e prefeitura. Tuga Angerami, Rodrigo Agostinho já foram autuados por não conseguirem justificar a primazia da emdurb. Clodoaldo Gazzetta, que insiste no mesmo modelo certamente deve ser brindado em breve com a mesma condenação. O que também nos chama atenção é que depois de tanto tempo de reiteradas autuações e multas, o Ministério Público não tenha ligados as pontas. A causa e o efeito. O modelo de negócio entre Emdurb e Prefeitura é prejudicial para todos. A empresa acumula prejuízos de 40 milhões. A prefeitura é obrigada a cobrir os rombos anuais, assinar e fiar acordos de dívidas milionárias. A prestação de serviços é sofrível pois os equipamentos usados como caminhões e outros estão sucateados e é preciso lançar mão de aluguel. Resumindo: é um poço sem fundo. E essa combinação perversa vem sendo apontada, repito, a mais de uma década pelo TCE. Por quanto tempo mais essa situação vai persistir? Oremos.

Foto ilustrativa. Reprodução: sintracoop.com.br


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