Filha de desembargadora, cantora ex-Timbalada é alvo de investigação na BA

Escrito por em 15/12/2020

A cantora baiana Amanda Santiago, ex-vocalista da banda Timbalada, está sendo investigada por possível participação em suposto esquema criminoso de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia. A artista é filha da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, que está presa há um ano, acusada de participar da suposta organização criminosa. Amanda foi vocalista da banda baiana Timbalada, ganhando em 2002 o prêmio de cantora revelação no Carnaval da Bahia. Atualmente, ela segue carreira solo e desenvolve shows em ritmo de batuque.

A artista foi um dos 35 alvos de mandado de busca e apreensão cumpridos na sexta e na sétima fases da operação Faroeste, realizadas ontem na Bahia. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Barreiras, Catu e Uibaí, além de Brasília. Foram presos a desembargadora Ilona Márcia Reis, a desembargadora Ligia Maria Cunha Lima e Ronilson Pires de Carvalho (cargo não informado).

O STJ ordenou ainda que fossem afastados dos cargos o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, que ocupava o cargo desde 2011, a delegada e chefe de gabinete da SSP (Secretaria de Segurança Pública), Gabriela Caldas Rosa de Macêdo, e a promotora de Justiça e ex-procuradora geral da Bahia, Edilene Lousado. Os três estão proibidos de manterem contato com servidores dos órgãos os quais são lotados.

Maria do Socorro Santiago foi presa na primeira fase da operação, realizada no dia 19 de novembro do ano passado, que prendeu também quatro advogados e afastou mais cinco desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia. Nesta primeira fase também foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão. Segundo o STJ (Superior Tribunal de Justiça), investigações apontaram que Amanda Santiago teria movimentado R$ 8 milhões em conta bancária e repassado para a mãe. Segundo a polícia, no mesmo período, a cantora teria declarado a renda de apenas R$ 1 mil mensal. As investigações constataram movimentações “vultuosas” entre a conta de Amanda e da desembargadora em valores entre R$ 25 mil e R$80 mil.

O nome da cantora foi citado em delação premiada do advogado Julio Cesar Cavalcante Ferreira, um dos acusados de negociar compra de sentenças a cinco supostas organizações criminosas compostas por desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça da Bahia. A cantora também é apontada pelas investigações de ter realizado operações financeiras com o acusado de ser líder da fraude, Adailton Maturino, e com a mulher dele, Geciane Matutino. Os valores alcançam a cifra de R$ 1 milhão, sendo um saque de R$ 500 mil para dificultar a ligação entre eles no suposto esquema.

Fonte: Tv e Famosos Uol


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