Finanças do lar: as lições da pandemia

Por on 19 de junho de 2020

A expressão “novo normal” passou a fazer parte de nosso vocabulário quando fazemos a leitura do enfrentamento e das perspectivas trazidos pela pandemia do novo coronavirus, a Covid19.

Dentro do “novo normal” há muitas vertentes: a gestão empresarial é uma delas; a convivência em sociedade é outra; a forma como avaliamos as políticas públicas e seus gestores entre neste contexto e evidentemente que a gestão das finanças também deve ser considerada.

Muitas famílias, devido a quarentena, ao isolamento, passaram e estão passando por apertos financeiros. A renda caiu, as despesas nem tanto, e o desequilíbrio do orçamento familiar foi inevitável. Temos aqui a primeira e grande lição: é preciso gerar excedentes financeiros. Isso vale para qualquer nível de renda. Independentemente do quanto a família gera de recursos é preciso gastar menos do que seu ganho mensal. Isso chama-se adequação de padrão de vida.

Quando o comportamento das famílias no tocantes aos seus gastos é incompatível com sua renda, as contas não fecham. Insisto: qualquer que seja a renda familiar, poupar é preciso.

Neste particular tenho batido na tecla da regra 50, 15, 35, a qual indica que no máximo metade da renda deve ser gasta em bens essenciais, 15% em prioridades financeiras e 35% com estilo de vida. Quem exagera no estilo de vida, portanto, não estabelecendo padrão de vida compatível com a renda, terá problemas financeiros.

Somente para exemplificar: quem seguiu esta regra nos últimos 12 meses, teria acumulado 1,8 vez sua renda mensal. Se esta família tivesse queda de 30% na renda devido a quarentena, e não estava operando no vermelho, conseguiria suportar 6 meses sem grandes abalos no orçamento familiar.

Mas este tempo de isolamento trouxe outras lições na gestão do dinheiro da família.

Descobrimos que gastávamos muito em supérfluos. Muitas famílias estão com redução no valor da fatura do cartão de crédito. Ao priorizar os gastos em bens essenciais, a economia foi sentida. Com menor gasto em bares, lanchonetes, comida fora de casa, viagens, compras de acessórios de beleza, vestuário, entre outros, ficou mais fácil fechar o orçamento familiar.

Além do menor gasto com supérfluos também é preciso rever o comportamento de compras dos bens essenciais. Neste particular substituir marcas e tipos de produtos pelos mais em conta pode trazer economia adicional.

As lições são muitas. Resumindo: adeque seu padrão de vida ao tamanho de sua renda; gere excedentes financeiros; reveja marcas e tipos de produtos e controle todas as despesas.

Organização e disciplina são as palavras de ordem.

É fundamental que como cidadãos sejamos capazes de tirar boas lições das adversidades e que mudemos a forma de lidar com dinheiro.


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