Governo de SP recua e desiste de liberar funcionamento do comércio até 22h

Escrito por em 26/05/2021

O governo de São Paulo recuou e desistiu de liberar o funcionamento do comércio até as 22h a partir de 1° de junho, como tinha sido anunciado pela gestão de João Doria (PSDB) na semana passada.

Com a mudança, o estado continuará na atual fase de flexibilização, que autoriza lojas, shoppings, academias, salões de beleza e restaurantes a operar até 21h.

A capacidade máxima de funcionamento do comércio, que também tinha a previsão de ser ampliada para 60% no próximo mês, seguirá em 40%.

A medida permanecerá em vigor até o dia 13 de junho, e ocorre após o estado registrar aumento no número de internações, que voltou a ficar acima dos 80% (veja o vídeo abaixo), e de casos do coronavírus.

Pelo novo cronograma, a ampliação de horário e capacidade deve ser liberada a partir de 14 de junho.

Segundo o diretor do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes, a elevação dos casos da doença fez o comitê revisar a recomendação e orientar o estado a não avançar nas flexibilizações.

“Tivemos essa avaliação de que não seria ainda o momento de avançar como havia sido pensado na semana passada. […] Houve um aumento na incidência de casos, estávamos com 370 casos por 100 mil a cada 14 dias, hoje temos 418 casos por 100 mil, um aumento de 10% nessa incidência. Um aumento no número de internações é mais discreto, felizmente”, defendeu Menezes.

Variante indiana

Na manhã desta quarta (26), foi confirmado pelo governo paulista um caso da variante indiana da doença, chamada de B.1.617, em um passageiro que desembarcou no Aeroporto de Guarulhos no dia 22 de maio.

Fase de transição

Desde segunda-feira (24), o comércio foi autorizado a elevar a capacidade máxima de 30% para 40%. Na prática, porém, não há lei, multa ou fiscalização para verificar esse percentual.

O estado de São Paulo está, desde 18 de abril, na chamada “fase de transição” do Plano São Paulo, que regula o funcionamento dos setores da economia.

Esta fase, criada para representar uma etapa transitória da fase emergencial, a mais rigorosa da quarentena, não leva em consideração os indicadores da da pandemia no estado.

Se índices como taxa de ocupação de leitos fossem levados em conta, a maior parte da população do estado estaria na chamada fase vermelha.

Fonte: G1


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *



[Nenhuma estação de rádio na Base de dados]