Greve dos caminhoneiros: Portugal declara alerta por crise de combustível

Por on 17 de abril de 2019

O governo de Portugal declarou, nesta terça (16), situação de alerta por conta da crise energética no país — provocada pela greve de transportadoras que começou na segunda-feira. A medida permite ao governo mobilizar militares e forças de segurança para garantir o abastecimento. Segundo o jornal local “Público”, 40% dos postos estão sem combustível.

A declaração de alerta também obriga os motoristas de veículos pesados a ajudarem com o transporte de combustíveis, se forem solicitados pelas autoridades, e dá prioridade às forças de emergência e segurança na hora de reabastecer.

A greve, que começou na segunda e se prolongará por tempo indeterminado, de acordo com a EFE, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Transportadoras de Mercadorias Perigosas. O sindicato exige a criação de uma categoria profissional específica para estes trabalhadores. De acordo com o “Público”, todos os 800 motoristas do setor aderiram à paralisação.

Antes das medidas excepcionais, o governo português já havia aprovado, em conselho de ministros, a chamada “requisição civil” — um instrumento legal que permite “blindar” operações mínimas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais.

Esse recurso só havia sido usado uma vez em cerca de três anos e meio do governo socialista de António Costa, durante uma greve de enfermeiros. A justificativa, alegou o governo, era que os serviços mínimos decretados antes da greve não estavam sendo cumpridos. Milhares de veículos fizeram fila nos postos de gasolina de Lisboa que ainda têm combustível.

Segundo o “Público”, os “representantes dos motoristas e dos empregadores” começaram, na tarde de quarta (17), “a discutir com o Governo o alargamento dos serviços mínimos a todo o país”.

Aeroportos sem combustível
A greve das transportadoras está causando impacto especialmente nos aeroportos, entre eles o de Lisboa, que deixou de receber combustível no meio-dia desta quarta (17). O aeroporto de Faro, no sul do país, está utilizando as reservas de emergência desde a manhã de quarta.

A administração aeroportuária ANA admitiu que a situação poderia afetar as operações aéreas e, segundo meios de comunicação locais, vários aviões tiveram que realizar paradas em aeroportos espanhóis para reabastecer.

No final da tarde de terça (16), diz a EFE, um grupo de caminhões-pipa com combustível escoltado pelas autoridades saiu das instalações da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, a cerca de 60km de Lisboa, em direção ao aeroporto da capital.

*Fonte: G1

Foto: Rafael Marchante/Reuters


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