Intolerância: Hora de baixar o tom

Por on 7 de setembro de 2018

O aniversário de 196 anos da Independência do Brasil em pleno ano e campanha eleitoral para a presidência da república é comemorado hoje em meio a muitas interrogações sobre o que estamos fazendo com essa “Independência”.

Um grito na tarde de ontem em Minas Gerais, se antecipou ao brado retumbante do Independência ou Morte da história, marcando de vez a escalada de violência que a democracia brasileira vivencia já faz algum tempo. Os sinais eram visíveis e só não enxergou quem não quis.

O tom acima do normal que o debate político alcançou à partir de 2013, o acirramento dos ânimos entre os próprios postulantes aos cargos e seus simpatizantes, deram mostras constantes de que o ataque ocorrido ontem estava sendo gestado no aconchegante ninho da intolerância que estamos todos construindo.

O alvo ontem foi o candidato Jair Bolsonaro e poderia ser qualquer um deles. A questão mais importante que se coloca agora não é necessariamente o rumo que a campanha e as eleições podem tomar. Fundamental é entender esse episódio e aprender com ele que adversários políticos não são inimigos.

Que a discordância de ideias e visões de mundo não nos torna antagônicos irreconciliáveis. E acima de tudo isso, que a condenação da violência e da intolerância devem ser veementes e contra quem quer que seja, não apenas quando a vítima é alguém por quem temos apreço. Só assim poderemos construir um país independente e uma democracia madura para transpor os obstáculos que o acirramento de ânimos pode nos impor. Somos todos brasileiros e devemos isso ao nosso país, aos nossos filhos e às futuras gerações. Não à intolerância. Não a banalização da violência. Não a todo tipo de preconceito, de todas a formas. Oremos.

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


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