Mulheres: uma analogia sobre o “envelhecimento”

Written by on 2 de novembro de 2017

Compartilho com vocês nesse espaço, um trecho da crônica da escritora e atriz Maitê Proença que retrata, com muita propriedade, o processo que todas nós mulheres temos receio de enfrentar: o envelhecimento.

A escritora diz que não está achando envelhecer esse horror que todos dizem. E decidiu fazer, divertidamente uma analogia:

“O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas gosta. Na salada, no pão, com vinho, é um queijo de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, vende muito nos supermercados, mas é caro e podre. Ou seja, é um queijo podre de chique”.

Para a escritora, o fato de estar envelhecendo não significa ser desvalorizada. Ela diz o seguinte: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola”.

Interessante né! Nos faz refletir sobre o envelhecimento, que deve ser saudável e digerido com inteligência, alegria e sabedoria.

Faz parte do ciclo da Vida. Então, que sejamos todas gorgonzolas!!!