O Brasil que surge das urnas

Por on 29 de outubro de 2018

Encerrada a disputa eleitoral, a pergunta que todos estamos nos fazendo é: Que Brasil surgiu da urnas? E essa preocupação é mais do que justificada, afinal de contas, diferente do que muitos possam pensar, a eleição não é um fim em si mesma. O processo eleitoral e seus momentos como: a campanha, a discussão dos programas, o convencimento do eleitores e o debate das ideias são apenas parte de um processo muito mais longo e complexo.

Na verdade, a parte mais difícil tem início exatamente quando a disputa termina. É preciso ter maturidade e respeito pela democracia não apenas para disputar uma eleição. Há que se ter grandeza e humildade quando se vence e grandiosidade e reconhecimento para acatar a vontade popular quando se perde.

Quando esses pressupostos não são observados, muita coisa ainda pode dar errado na sequência do processo. País dividido, necessidade de pacificação, construção de uma agenda de recuperação aparecem como expressões muitos repetidas nos últimos dias.

Oxalá tenhamos maturidade para identificar nossas divisões, incentivar o trabalho que possa reduzir os conflitos e assim chegar a uma condição que nos permita retomar o controle dos destinos do país. Não é uma tarefa simples e pode ser impossível se o caminho escolhido for o da truculência ao invés da conciliação. Eleições até podem ser vencidas com bravatas, frases de efeito e incitação aos mais básicos instintos. Governar exige muito mais.

Hoje, o presidente e governadores eleitos, respondem a todos os brasileiros e não apenas aos seus eleitores. Que haja grandeza suficiente, entendimento e maturidade para compreender que todos nós construímos este estado e este país e temos o direito de concordar e divergir sem que isso seja um risco à liberdade de cada um. Oremos.

Foto: escolaeducacao.com.br


Comentários

Escreva um Comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios*



Current track
Title
Artist

Background