Os DJs que arrastam multidões virtuais aos shows dentro de games

Escrito por em 10/08/2020

Em razão do coronavírus, eventos para multidões tornaram-se um anátema no mundo inteiro. Mas isso não impediu a realização de uma balada global no último sábado, dia 1º. Milhões de pessoas ao redor do planeta se reuniram para curtir a discotecagem ao vivo do DJ americano Diplo num telão futurista montado em um imenso descampado. A decoração seguia o padrão usual das raves: luzes estroboscópicas, lasers, efeitos especiais e até hologramas gigantes animaram o público. Os fãs também não fizeram feio vestindo roupas psicodélicas e arrasando nas coreografias. Lá pelas tantas, até a gravidade foi alterada, fazendo todos literalmente flutuarem. Essa balada muito louca aconteceu de verdade, mas não provocou aglomeração real: tudo se passou dentro do ambiente virtual do Fortnite, videogame on-line mais popular do mundo.

Na cultura pop atual, onde houver sinal de agito (e de grana) lá estarão os disc-jóqueis, ou DJs. A categoria passou por uma supervalorização inédita com o advento das festas de música eletrônica, a partir da década de 90, saltando dos bastidores para o primeiríssimo plano graças ao sucesso de artistas como o inglês Fatboy Slim. Agora, o processo de entronização dos DJs se radicaliza: nomes como Diplo, Marshmello, Steve Aoki e Deadmau5 compõem uma casta de poderosos baladeiros globais (veja mais ao longo da reportagem). Eles não só tocam músicas dos outros, mas também criam os próprios hits, como é o caso de Diplo e seu bem-sucedido projeto Major Lazer. Ainda impõem-se como produtores com toque de midas de boa parte das estrelas musicais, de Selena Gomez a Snoop Dogg.

Fonte: Veja

 

 

 

 

 

 

 


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