Para professor da USP, HC não precisa da Famesp para ser aberto

Escrito por em 17/06/2020

A abertura do Hospital das Clínicas de Bauru, não precisa da Famesp para ser aberto. Esse é o posicionamento do professor José Sebastião dos Santos, ex-coordenador do curso de Medicina da USP de Bauru e da superintendência do Centrinho. Em entrevista à 94FM, o médico que trabalha atualmente na USP em Ribeirão Preto, disse não entender os motivos do protagonismo dado às organizações sociais.

O professor José Sebastião também relatou dificuldades para tentar integrar o sistema de informação, da USP com a Famesp e lembra, que, quem tem que definir a política de saúde é o Estado e não uma Organização de Saúde.


Opnião dos Leitores
  1. Neli maria p. Wada   Em   17/06/2020 em 16:11

    Concordo com o Prof. Sebastiao. Quem tem que definir a politica e o Estado e nao a Famesp. Mas acontece que o diretor da FOB responsavel pela FM faz parte da FAMESP e dai a historia: primeiro brasa na minha sardinha depois para o povo. Tambem temos assistido que os Estados e o estado de Sao Paulo tem entregue a saude para as Organizacoes Sociais que estao acabando com o SUS e com o dinheiro publico como estamos vendo no Rio.de Janeiro. Assim primeiro os negocios depois o povo.

  2. Assessoria de Imprensa Famesp   Em   18/06/2020 em 12:34

    O sistema de informação citado é, na verdade, um sistema de gestão hospitalar de propriedade intelectual da Famesp e usado em todas as unidades estaduais de saúde sob sua gestão. Em junho de 2018, o professor Sebastião procurou a diretoria da Famesp pedindo ajuda para substituir o sistema terceirizado que o HRAC-USP usava na época. A Famesp atendeu prontamente ao pedido, inclusive oferecendo a cessão de uso de seu software. Em sua proposta, porém, o professor Sebastião solicitava dedicação integral de analistas da Famesp para implantar o sistema no HRAC, treinar equipes e usuários e dar manutenção sistemática ao HRAC por um período de até 12 meses. O que a Famesp demonstrou numericamente (com levantamento em torno de R$440 mil), na ocasião, foi o custo pelas horas trabalhadas da equipe de TI (contratada com recursos de contratos de gestão para atuação nas unidades sob gestão da Famesp) durante todos os meses necessários no referido projeto da USP, desviando, inclusive, a finalidade de suas contratações.
    Sobre a proposta de regulação única da região, também discutida pelos gestores públicos de saúde nos anos de 2018 e 2019, a decisão não é e nunca foi da Famesp, mas dos gestores de saúde municipal e estadual. A Famesp é apenas prestadora de serviço e recebe orientações do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-VI), que é o órgão de representação do Estado na região, bem como diretamente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

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