Pense fora da caixa

Por on 27 de setembro de 2018

No ano passado, a maioria dos cenários traçados para economia brasileira em 2018 levavam em conta que alguns importantes eventos e os mais significativos eram a Copa do Mundo de futebol e as eleições (principalmente a sucessão presidencial) interfeririam no desempenho econômico brasileiro.

Mesmo considerando que estes eventos poderiam de alguma maneira desviar o foco da recuperação econômica, o cenário projetado era muito mais animador do que efetivamente ocorreu e vem ocorrendo.

Problemas geopolíticos no ambiente internacional, a jogada de toalha de o governo Temer em equacionar parte do déficit público, principalmente em abortar a reforma da previdência social (optaram pelo salve-se quem puder devido às denúncias de corrupção e ano eleitoral) e ainda a greve dos caminhoneiros, se encarregaram de jogar para baixo o desempenho econômico.

O desemprego se acentuou e a aversão a risco passou a dominar as estratégias dos agentes econômicos. Lá se foram nove meses e as projeções de crescimento econômico para 2018 são, semanalmente, revistas para baixo. Em novembro do ano passado tudo apontava para um crescimento acima de 2,5%, com o governo Federal falando em até 3% para este ano, tendo agora que nos contentar com a pífia projeção de 1,3% de crescimento. É muito pouco para um País que vem de dois anos de elevada recessão e de crescimento de 1% o ano passado.

Diante deste quadro o que nos resta então? Uma primeira opção é começar a contagem regressiva esperando a da definição de quem irá comandar o País para os próximos quatro anos. A considerar as mais recentes pesquisas esta definição se dará em segundo turno, portanto, este marasmo perduraria até o início de novembro (por isso meu artigo da semana passada tinha título “que chegue novembro”).

Outra forma de atravessar este período, mesmo considerando que a maioria dos que operam o mercado deseja que o pleito eleitoral termine logo, o estímulo é para todos nós pensemos “fora da caixa”.

Responda para você mesmo: ações de companhias devem ser adquiridas quando mercado está em alta ou em baixa? Dólar deve ser comprado quando está em baixa ou em alta? Imóvel de ser adquirido quando há muito estoque disponível ou quando há escassez? É óbvio que sabemos as respostas. Então o que isso indica? Que se tem algum momento para realizar investimentos, notadamente para quem tem excedentes financeiros, o momento é este. São inúmeras as oportunidades no mercado. A mão de obra disponível é abundante e barata; a matéria-prima está sendo vendida com descontos; o valor das empresas caiu; enfim, tudo está muito mais acessível devido o baixo desempenho da economia. A ociosidade das empresas garante bons negócios.

Desta maneira, mais do que ficar contando os dias para que as eleições acabem, seja proativo, seja estrategista e, pensando fora da caixa, trabalhe as oportunidades atualmente disponíveis. Quem planta na adversidade, colhe na prosperidade. Vale a reflexão.

Imagem ilustrativa./ Foto: Reprodução/ blog.vhita.com.br


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