Pinacoteca Municipal tem exposição de arte naïf

Escrito por em 15/03/2020

Nesta sexta-feira, 13, a Pinacoteca Municipal inaugurou uma exposição inédita de arte naïf. A exposição, patrocinada pelo Programa de Estímulo à Cultura de Bauru, será das obras da artista Myriam Therezinha Vanzella Sanson, conhecida como Dinda, uma expoente da arte naïf em Bauru.

Até então a cidade não contava com um acervo público de arte naïf. O projeto que possibilita esse acesso foi desenvolvido por Adriana Vera Duarte, especialista em conservação, junto com Eric Van Hess, assistente de restauro.
Todas as obras passaram por processos de restauro, o que prolonga a qualidade estética da peça. Além da conservação das obras, o projeto permite algo até então distante no mundo artístico da cidade: o acesso à história da arte naïf de Bauru.

Estudos acadêmicos
Adriana Vera Duarte é a responsável pelos processos de conservação e restauro. Ela destaca que o acervo servirá como fonte de pesquisa da arte naïf bauruense: “o projeto possibilitará a divulgação da produção artística da Dinda para as novas gerações e também o acesso do ambiente acadêmico às obras, como importante fonte de pesquisa. Será possível também realizar ações educativas sobre arte naif”.

Investimento público
A exposição se tornou possível por meio de um projeto patrocinado pelo Programa de Estímulo à Cultura de Bauru (PEC – Edital 2018), da Secretaria de Cultura. Por meio da verba disponibilizada, 41 telas da artista passaram por processos de conservação e restauro, que inclui higienização, reforço de borda e emolduração. O resultado final do projeto é a exposição, que marca o momento em que Bauru poderá conhecer mais de sua representante na arte naïf. “A PEC foi fundamental para a exposição acontecer”, salienta a restauradora Adriana. O projeto também conta com a realização de uma oficina de restauro e uma palestra sobre monitoria em arte naïf. Ambas as atividades estão com as inscrições encerradas.

Arte naïf
A arte naïf, chamada também de arte “ingênua”, retrata imagens rurais, cotidianas, festejos religiosos e populares, sendo proferida por artistas, em sua maioria autodidatas, que se pautam na espontaneidade, individualidade e nacionalidade, sem se enquadrarem em uma tendência artística ou acadêmica. Ao lado de países como França, Itália, Haiti e ex-Iugoslávia, o Brasil teve uma grande representatividade nesse estilo, alcançando notoriedade na década de 50


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