Pode muito, mas não pode tudo!

Por on 18 de abril de 2019

Esta frase deve servir de alerta aos homens públicos em todas as esferas de poder. No caso do Executivo Federal, o Presidente Jair Bolsonaro, sentiu quanto isso custou: queda de R$ 32 bilhões de valor de mercado da Petrobrás, em um único dia, com a simples intervenção sem sua política de preços.

O que está em curso é uma mudança comportamental. O Brasil tem uma democracia jovem e paga um preço por isso. O aprendizado tem sido na tentativa e erro, e isso tem seu preço. Quem assume a cadeira de Presidente do Executivo Federal (isso vale também para os Presidentes do Supremo Tribunal Federal, da Câmara Federal e do Senado Federal) tem que ter noção clara de seus limites. O poder, por mais que seja sedutor, não pode ser exercito sem limites.

A primeira questão a ser avaliada por estes poderosos é que eles não se pertencem. Estão Presidentes e não são Presidentes. É posição transitória. Outra dimensão é que não exercem suas funções para uma minoria, para seu circulo de amizade e tampouco para aqueles que praticam o corporativismo, atuam para coletividade como um todo.

Muitos preconizam a nova política, mas demonstram que ainda possuem em seu imaginário aquela velha política dos “coronéis” e, dependendo do fato, este imaginário se transforma em realidade, e o discurso de democrata, cai por terra, e se utilizam da mão pesada para impor sua vontade.

Em tempos de reação instantânea da população via redes sociais não há mais espaço para este tipo de prática.
Não podemos aceitar nem a ditadura do executivo, nem a ditadura do legislativo e menos ainda a ditadura do judiciário.

O senso coletivo precisa estar acima de tudo. Estes “poderosos” precisam entender que comandam os poderes instituídos do Brasil voltados para todo e não somente para grupos de interesse.

As recaídas de cada um deles retardam e tiram o foco do equacionamento dos graves problemas do Brasil, notadamente na área econômica.

Tirando os que apostam no “quanto pior melhor” (assim avaliam que teriam chance de voltar ao poder), em sã consciência quem não quer diminuir o desemprego? Quem não quer sustentar o crescimento econômico? Quem não quer reduzir as desigualdades sociais? Quem não quer uma educação de qualidade? Quem não quer melhoria na segurança pública? Enfim, quem não quer o País melhor de se viver?

Isso tudo passa por entender que somente um País com imprensa livre, com uma sociedade ativa, com as Instituições funcionando e acima de tudo com homens públicos que pensem antes de agir, é que saltaremos de um País do futuro, para um País do presente, com oportunidades iguais para aqueles que querem e precisam empreender, gerar riqueza, gerar seu sustento, enfim ter vida digna.

O preço da tentativa e erro é muito elevado e a expectativa é que os fatos recentes, em todos os poderes, sejam suficientes para o aprendizado.

Vivemos um momento delicado em que qualquer atitude individualista, qualquer decisão tomada sem entender sua real dimensão na sociedade, provocam estragos irreparáveis.

Fiquemos com o noviciado de nossa democracia. Já erramos demais, é hora de atitudes maduras sempre na visão de causa e efeito.

Caros Presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado e do STF: vocês podem muito, mas não podem tudo. Pratiquem isso!


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