Política, Denúncias e Icebergs

Escrito por em 04/11/2020

Uma figura de linguagem das mais comuns quando nos referimos à informações superficiais sobre determinado assunto é a expressão: “Isso é apenas a ponta do iceberg”. Nos últimos dias da corrida eleitoral em Bauru, embolada com uma investigação de quase um ano do Ministério Público sobre a Cohab, pontas de icebergs começaram a surgir e utilizando outra figura de linguagem, já provocaram rombos nos cascos das embarcações de algumas candidaturas. Se vão afundar ou não, o tempo dirá. Aliás, o tempo curto até a votação do primeiro turno pode ser insuficiente para reparos. Sem o subterfúgio das analogias e falando diretamente, o que está em segredo até agora sobre as investigações da Operação João de Barro, precisa vir a tona em sua totalidade, o mais rapidamente possível. Caso isso não aconteça, estaremos diante de apurações externas ao Ministério Público que, mesmo legítimas, sempre tem o condão de decidir o que deve ou não publicar. Além disso é preciso ter em mente que as informações caminham mais depressa nos bastidores – e enquanto desconhecida do grande público em geral – muitas vezes é usada como moeda de troca para determinar mudanças, substituições e barganhas que só mais adiante serão compreendidas. Informação é poder – Alguém já disse isso. Assim é preciso que o resultado das apurações do Ministério Público seja apresentado à Justiça e que o processo possa ter toda a transparência. Não importa quem tenha sido apanhado com a boca na botija. Doa a quem doer. Que se apresente ao cidadão bauruense e ao eleitor – sem nenhum filtro, todos quantos a promotoria entende que sejam os responsáveis por um dos maiores escândalos da história de Bauru. A demora, só alimenta o submundo da política, onde corre o esgoto que muitas vezes perpetua seu rastro mal cheiroso por anos ou décadas. Oremos.


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