Por unanimidade, mas com ressalvas, uso emergencial de vacinas é aprovado pela ANVISA

Escrito por em 17/01/2021

A reunião da Anvisa, neste domingo, definiu pela aprovação do uso emergencial das vacinas, Coronavac e da Universidade de Oxford. Estes, são os dois primeiros imunizantes contra a Covid-19, aprovados no país.

Na abertura da reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que mesmo com o desenvolvimento de vacinas, a vitória sobre o novo coronavírus passa pela “mudança de comportamento social”.

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes Lima, recomendou a aprovação do uso emergencial das vacinas. No caso da CoronaVac, ele disse que a área técnica observou que ainda há incertezas envolvendo a eficácia do imunizante, o que deve motivar que sua aplicação seja feita sob monitoramento das autoridades de saúde. Lima afirmou que alguns dados ainda precisam ser apresentados pelos responsáveis pela CoronaVac e, um deles é a quantidade de anticorpos contra o coronavírus que o imunizante conseguiu estimular.

Relatora do processo, a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Meiruze Sousa Freitas votou a favor do uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”. Meiruze Freitas afirmou ainda que os benefícios das duas vacinas superam eventuais riscos.

O segundo a votar foi o diretor da Agência, Romison Mota, que acompanhou a relatora e votou pela aprovação do uso emergencial das vacinas. Na sequência, votaram favoráveis, Alex Machado Campos, Cristiane Rose Jourdan Gomes e Antonio Barra Torres.

Os pedidos de liberação para uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford, foram apresentados em 8 de janeiro. O Instituto Butantan solicitou a liberação para 6 milhões de doses importadas. O pedido sobre a vacina de Oxford, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é referente a 2 milhões de doses importadas do laboratório Serum, da Índia.


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