Presidente da Ascam critica ideia de criação do transbordo do lixo em Bauru

Escrito por em 16/06/2021

A implantação de um transbordo para o lixo domiciliar, avaliada pela Emdurb desde o mês de março e que ganhou o apoio do vereador Marcelo Afonso na sessão da Câmara da última segunda-feira, é política ultrapassada para o lixo. Essa é a opinião da presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Bauru, a ASCAM, Gisele Moretti. Em entrevista à 94FM, Gisele defende que para se baratear o custo do lixo, deve-se investir em educação ambiental.

No ano passado, a ASCAM realizou uma pesquisa no núcleo Mary Dota. A associação coletou o lixo domiciliar no bairro e realizou a triagem do material recolhido. O estudo apontou que cerca de 40% do lixo embalado como orgânico, poderia ser reciclado.


Opnião dos Leitores
  1. Anesio Imperador   Em   16/06/2021 em 19:46

    De pleno acordo com a Gisele. Criar mais uma operação para as 300 ton. diárias para supostamente economizar R$30 mil por mês ? Não se cumpre a lei de resíduos sólidos, enterram-se resíduos secos, potencialmente recicláveis (plásticos, metais, vidros), cuja degradação nos aterros leva séculos (200, 300 anos).
    Portanto, Bauru, com o lixo de seus (atuais) 380 mil habitantes, está fornecendo material para uma obra literalmente secular, no município de Piratininga. Que legado !!
    E pagando para enterrar parte (cerca de 40%) que tem valor econômico.
    A experiência no Mary Dota demonstrou que 40% é lixo seco, passível de ser reciclado em grande parte. Os rejeitos podem e devem ser incinerados, produzindo energia, jamais enterrados.
    Consta que a União Europeia não permite novos lixões enterrados (que chamamos de aterros sanitários).
    A Noruega, o maior IDH do mundo, evoluiu tanto na reciclagem que tem carência de lixo para os seus incineradores, os quais produzem energia elétrica.
    Importa lixo para incinerar !! Idem, a Suécia.
    O lixo depositado no aterro de Piratininga está custando quase R$100,00 por ton., posto no aterro, não ?

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