Santa Dulce dos Pobres. O mundo precisa de muitas.

Por on 14 de outubro de 2019

O Brasil ganhou sua primeira santa durante o final de semana que passou. Os católicos brasileiros celebram desde ontem, a vida e a obra de Santa Dulce dos Pobres. A freirinha, que a exemplo de Madre Tereza de Calcutá dedicou sua vida a cuidar das pessoas sem perguntar que eram, de onde vinham e para onde iam.

Embora entenda quem questione o que se chame de santidade, acredito que, muito menos que o referendo canônico, o que se tem de mais importante na trajetória dos declarados santos é exatamente o exemplo que nos deixaram.

Milagres por intercessão daqueles a quem nos apegamos nos momentos de dor e desespero, dizem mais a nosso respeito do que aos nossos intercessores. Afinal, lembremo-nos sempre que o maior de todos os intercessores sempre disse àqueles que curava ou redimia: a tua fé te curou. Nesse mundo em que vivemos, acredito que precisamos cada vez mais de santos.

Não pelo sobrenatural da santidade, mas pelo exemplo de que é possível viver aqui e fazer coisas boas. E que nem sempre é necessário ser santo pra fazer isso. Conheço muita gente que jamais seria canonizada. Gente que nem mesmo professa algum tipo de fé, mas que sempre pronta a fazer o possível e às vezes o impossível para dar algum conforto a quem precisa. Para mim, essa atitude de desprendimento é a verdadeira marca da santidade.

Se pensarmos na inconstância da nossa vida, talvez possamos ter vivido algum momento de santidade: foi quando pensamos e fizemos algo não por nós mesmos, mas por aqueles que precisavam. Essa é a essência dos santos. Canonizados ou não. Oremos.

Foto: Divulgação Senado Federal


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